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O desafio de levar fé pelo mundo afora8 min read

Bispos comentam como foi a chegada da Universal em alguns países e contam detalhes do trabalho local

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Em busca de levar a Palavra de Deus a todo mundo, com o passar dos anos, a Universal do Reino de Deus inaugurou igrejas em outros países e continentes. Mas não pense que foi uma tarefa fácil. Os pastores e bispos designados para essa missão sacrificaram suas vidas, enfrentaram lutas, preconceitos e até fome para conseguir levar a fé inteligente às pessoas sofridas.

Confira a seguir como foi a trajetória deles em alguns desses países.

Bélgica e Luxemburgo

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Em 1995, o bispo Domingos Siqueira e sua esposa, Núbia Siqueira, foram designados para perpetuar o trabalho da Universal em Luxemburgo e, em seguida, na Bélgica. “Quando chegamos a Luxemburgo, em fevereiro de 1995, a igreja já tinha sido legalizada e conseguido locar um espaço para suas reuniões diariamente. Este endereço ficava na cidade de Ettelbruck. Durante todo tempo desenvolvemos o trabalho evangelístico para os luxemburgueses, portugueses e cabo-verdianos que moravam ali e nas cidades circunvizinhas”, conta o bispo Siqueira.

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Já na Bélgica, a Universal foi inaugurada em 1996, quando a igreja passava por muitas perseguições. “Lembro que no dia seguinte à inauguração saiu uma matéria no principal jornal de Antwerpen com o seguinte título: ‘Eles chegaram aqui!’ Na época, começamos o trabalho num salão de conferências de um hotel. A reunião começou com apenas cinco pessoas depois subiu para dez, 40. Foram dias difíceis, evangelizávamos embaixo da neve, no frio e cada pessoa que chegava à igreja para nós era motivo de alegria. Graças a Deus o trabalho foi se estabelecendo e o lugar se tornou próprio, tempos depois”, acrescenta o bispo Domingos Siqueira.

Angola

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Segundo o bispo Arnaldo Lanzeloti, a primeira Universal em Angola foi inaugurada em 1992, período em que o país passava por uma guerra civil. “Víamos muitas crianças órfãs porque seus pais haviam sido mortos cruelmente; havia muitas minas espalhadas por toda Luanda e por conta disso as pessoas acabavam pisando e acionando-as. Elas explodiam, matando ou mutilando braços e/ou pernas”, relembra o bispo.

Ele conta que as principais dificuldades pessoais foram, principalmente, em relação à saúde. “Frequentemente tínhamos malária. Houve uma ocasião em que precisei ficar internado uma semana por causa da doença. Na cidade havia muito lixo, o saneamento básico era precário, assim como a energia elétrica; tudo funcionava à base de gerador, porém, por muitas vezes, o gerador nos deixou na mão, assim, ficávamos sem luz e consequentemente sem água, em meio a um calor quase que insuportável”, revela.

Naquele tempo as fronteiras eram fechadas por causa da guerra civil, o que dificultava ainda mais a entrada de material para a construção de novas igrejas. “A primeira Catedral no bairro do Alvalade foi Inaugurada no dia 25 de dezembro de 2002 pelo Bispo Macedo e pelo bispo Renato Cardoso. A evangelização era feita por meio de programa de rádio, o nosso próprio jornal escrito, panfletagens pelas ruas, concentrações nas praças e nas nossas próprias igrejas. Foi uma experiência marcante da Obra de Deus”, completa.

Inglaterra

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Londres, Inglaterra. Foi ali que o bispo Renato Cardoso e sua esposa, Cristiane Cardoso, tiveram a grande missão de iniciar o trabalho da Universal. “Na noite de Ano-Novo de 1994 para 1995, saímos da África do Sul, de Cape Town, onde tínhamos começado o trabalho da fé e fomos para Londres. Lá não tinha igreja, não tinha membro e não tínhamos casa, nada”, conta o bispo. O primeiro objetivo deles era conseguir um local para realizar as reuniões. “Não demorou muito e alugamos o salão de uma igreja anglicana, onde fazíamos as reuniões toda sexta-feira. Na primeira tivemos 19 pessoas. Mas, por evangelizarmos bastante, o trabalho cresceu”, observa.

“O Renato fazia tudo sozinho: o jornal, o folheto e ia entregar no trem. A gente limpava a igreja e fazia as reuniões”, recorda-se Cristiane. “Temos um carinho muito grande por Londres. Foram quase 11 anos entre as duas vezes que estivemos lá.”

Seis meses depois, eles conseguiram abrir a primeira igreja própria. “O lugar era pequeno, cabiam cem cadeiras. Na segunda semana depois da inauguração, recebemos um aviso da prefeitura de que se não tivéssemos autorização não poderíamos continuar ali, não sabíamos disso na época. Lutamos para conseguir a documentação e, após um mês, o local passou a encher. Depois fomos para o Teatro Raibow onde hoje é a sede principal da igreja na Inglaterra”, diz o bispo.

Filipinas

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O bispo Randal Brito e sua esposa, Cláudia Brito, iniciaram o trabalho evangelístico nas Filipinas em 2000. “Todo o começo é duro e lá não foi diferente. Tínhamos uma sala onde colocamos 40 cadeiras e começamos o trabalho de evangelização pelas ruas e vielas de Cubao, bairro onde começamos e até hoje temos a principal igreja”, revela o bispo.

As evangelizações eram feitas de porta em porta e em locais públicos. “Os filipinos são tímidos por natureza, mas tratam muito bem os estrangeiros. A fé deles é grande, mas falta direção para ela, e foi por aí que começamos a receber pessoas que aceitaram o trabalho da fé inteligente, que faz a diferença. As reuniões começaram a ter mais pessoas e Deus me deu fé para alugar um cinema (eram dois no mesmo prédio) e assim os membros nos recebiam com alegria e muitos milagres aconteciam”, completa.

Portugal

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A primeira Universal no Equador foi inaugurada em 1995. O bispo Luiz Orávio diz que se recorda da experiência de iniciar o trabalho no país como se fosse hoje. “Para nós, que estávamos vindo do Canadá, sem dúvida foi uma mudança bem radical de lugar. Enfrentamos uma grande barreira, que era o idioma, porém, no dia a dia, atendendo as pessoas, lendo a Bíblia em espanhol e fazendo as reuniões, aprendemos a nos comunicar. Assim que chegamos fomos para um hotel, eu, minha esposa, e nossos três filhos, que naquela época eram crianças. Ficamos os cinco em um quarto de hotel por aproximadamente um mês, até que conseguimos alugar uma casa”, diz.

E assim eles começaram a evangelizar nas ruas, nos mercados. “Onde estavam as pessoas, ali estávamos nós levando vida. E o resultado foi maravilhoso. Sofremos perseguição de igrejas evangélicas, além de alguns jornais fazerem matérias tentando denegrir a imagem da Universal. Tudo porque o trabalho começou a incomodar os religiosos”, lembra o bispo.

Até que eles conseguiram um espaço para realizar as reuniões. Era um cinema muito antigo, onde só passavam filmes pornográficos, um local realmente muito feio, no centro da cidade, mas foi nesse lugar horrível que se deu o início de uma nova vida para centenas de pessoas que outrora eram desprezadas pela sociedade, um povo que estava sedento de Deus. Foi o primeiro passo para que, depois de alguns meses, aparecessem os frutos desse trabalho”, finaliza.

Foi na Estrada da Luz, em Lisboa, que o bispo Paulo Roberto Guimarães inaugurou, em 1989, a primeira Universal de Portugal. “Foi um momento difícil, de muitas lutas. Estávamos em um país em que as pessoas não conheciam o trabalho da Universal. Cheguei a ouvir de uma pessoa que ali não era o Brasil. Que a Universal não daria certo no local, pois eles eram muito católicos. “Respondi que a pessoa ainda iria ouvir falar muito da Universal”, lembra o bispo.

Ele também conta que a primeira reunião que fez tinha apenas duas pessoas e, na segunda, não apareceu ninguém. “Foi a época de Natal mais triste e difícil da minha vida. Mas eu e minha família tínhamos a certeza da vitória, não desistimos. O primeiro ano foi mais complicado. Eu saía para evangelizar nas ruas e não aparecia ninguém na igreja. Ficava na porta convidando as pessoas, mas elas olhavam com ‘cara feia’ para dentro do templo, davam as costas e iam embora. Com o passar do tempo, o trabalho cresceu, as reuniões foram enchendo e a Universal se expandiu para outros países da Europa”, conclui.

México

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No México, a Universal foi inaugurada em 1992 pelo bispo Romualdo Panceiro e sua esposa, Márcia Panceiro. Eles lembram dos obstáculos encontrados para iniciar o trabalho na região. “O início da Obra no México teve muitas dificuldades, porque tudo é diferente: idioma, costumes e tradições. Ao chegarmos, não existia um local fixo ainda, as leis do país não eram favoráveis. Para uma igreja evangélica ter o seu registro era impossível, mas, depois de quatro meses de luta, o trabalho foi aberto e um ano depois conseguimos o registro. A chegada da Universal fez mudar as leis, permitindo que o Evangelho fosse pregado”, revela bispo Romualdo. Ele e a esposa faziam a evangelização pelas ruas da cidade. “Me recordo de que no dia da inauguração foram 45 pessoas pela manhã e 20 à tarde. E, no decorrer dos dias, com muita oração e trabalho, a igreja foi tomando corpo e encheu. Depois de já termos 15 igrejas, houve uma perseguição, por conta do crescimento do trabalho, mas, graças a Deus, superamos todas as dificuldades”, finaliza o bispo.


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  • Por Ana Caroline Cury / Fotos: Cedidas  


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