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Sem os movimentos do corpo4 min read

Uma doença rara que afeta o sistema nervoso quase tirou a vida de Priscila Sousa, mas a sua confiança em Deus foi capaz de restaurar sua saúde

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Era uma manhã fria de 2011 quando Priscila Cristina de Sousa, de 30 anos, (foto ao lado) acordou sem os movimentos do corpo. Na véspera, ela tinha ido dormir normalmente e não havia sentido nenhum sintoma de que algo pudesse estar acontecendo com seus músculos. “Sempre fui uma pessoa saudável, sem problema algum. Minha saúde era perfeita. Mas, quando acordei, já não conseguia movimentar as pernas e os braços”, diz.

Depois que percebeu que não mexia seus membros, em poucos minutos, sua visão começou a ficar embaçada e sua boca entortou. Para que não piorasse, foi levada às pressas ao hospital e foi submetida a vários exames. À medida que o tempo passava, perdeu também os movimentos da língua e não conseguiu mais se comunicar.

No Hospital das Clínicas de São Paulo, Priscila recebeu o diagnóstico: síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune grave, que afeta o sistema nervoso e paralisa o corpo.

A doença progrediu de forma rápida e ela teve de ser levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Em dois dias, eu já tinha todos os sintomas que caracterizavam a doença”, conta.

A piora de Priscila era evidente. Ela não conseguia mais comer e se alimentava apenas por uma sonda gástrica. Estava entre a vida e a morte. “Quando acordei, minha família já estava lá. O médico disse que não tinha jeito e que meus familiares podiam se despedir de mim, pois era uma doença rara. Se eu sobrevivesse, ficaria em uma cadeira de rodas ou ‘vegetando’ em uma cama”, relata.

Sem os movimentos do corpoEla conta que esse foi o pior momento após a descoberta da doença. “Me vi entubada, respirando por aparelhos, com uma sonda, um catéter no meu ombro e um dreno no pulmão. Sentia muita dor”, recorda.
Como se não bastasse a síndrome, Priscila acabou contraindo uma pneumonia, o que agravou ainda mais seu estado de saúde. “Os médicos diziam que aquilo não poderia ter ocorrido. Então, acabaram fazendo uma broncoaspiração que me machucava muito, era uma tortura”, revela.

O milagre

Para o tratamento, Priscila fazia sessões de plasmaférese, que consiste na troca de plasma para remover os anticorpos do sangue que causam a lesão nos nervos e raízes, mas a melhora era lenta. “Fazendo o tratamento, comecei a sentir um dedo e o usava para me comunicar. Juntando as letras, consegui escrever que para Deus nada era impossível e que sairia dali para glorificar o nome dEle”, declara.

Enquanto Priscila ainda estava na UTI, seu marido, Elisvan Vieira de Sousa, e alguns amigos que frequentavam a Universal faziam correntes pela vida dela. “Meu marido não olhou para a situação, mas para o que Deus iria fazer. Quando cheguei ao hospital sem saber o que seria de mim, pensava que morreria, mas quando acordei do coma, tinha certeza de que dali sairia curada”, avalia.

Sem os movimentos do corpoA cada Reunião de Cura que ele ia, saía convicto de que a saúde de sua esposa seria restabelecida. Em quatro dias, ela já conseguia movimentar seus membros. “Meu marido ia ao hospital todos os dias levar palavras de fé. Com isso, comecei a usar também minha fé, fazendo minhas orações. Em alguns dias, já estava com todos os movimentos do meu corpo restabelecidos.”

Após um mês internada, Priscila teve alta e saiu andando do hospital, como se nunca tivesse tido a doença. “Hoje só tenho a agradecer, pois não fiquei com nenhuma sequela. Se não tivesse usado minha fé com a de meu marido, hoje não estaria aqui para contar o que Deus fez”, testemunha.

O que é a Síndrome de Guillain-Barré?

é uma inflamação generalizada nas raízes nervosas e nervos, normalmente causada por infecção de vírus ou bactérias. Acontece quando o organismo afetado não combate apenas o corpo estranho, mas também as próprias células responsáveis pelo movimento dos músculos e pela sensibilidade dos membros superiores e inferiores.

De acordo com o neurologista Fábio Henrique de Gobbi Porto, do Hospital Moriah, a síndrome normalmente tem um curso agudo, com progressão dos sintomas durando semanas. “Quando o quadro já está instalado, os sintomas são mais exuberantes, porém já alcançaram o patamar máximo. Há perda de força muscular, alterações na sensibilidade e dor radicular, normalmente começando nas pernas, subindo até os braços e face, com progressão rápida. A fraqueza pode afetar a musculatura respiratória e causar dificuldades na respiração”, esclarece.

Cerca de 30% dos pacientes sentem fraqueza residual até três anos após a manifestação da doença. Cerca de 3% dos pacientes podem ter recaídas muitos anos depois do ataque inicial. “O conjunto dessas sequelas pode dificultar o caminhar, causar dificuldade para fazer tarefas manuais e dificultar o desempenho do trabalho diário”, comenta o especialista.

Muitas pessoas fazem e recebem orações para tratar doenças incuráveis nas reuniões de cura e libertação da Universal. As correntes acontecem todas as terças-feiras, em todo o Brasil. Veja o endereço da Universal mais próxima aqui.


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  • Por Jaina Medeiros / Fotos: Igor Matos 


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