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Risco de violência doméstica aumenta durante quarentena nos EUA4 min read

Já ouviu falar na chamada 'silenciosa'? Este recurso é apenas reconhecido nos Estados Unidos.

Violência Doméstica

Com grande parte do mundo sob quarentena, há uma preocupação crescente de que crianças e adultos que vivem em ambientes com abuso doméstico se tornem também vítimas da pandemia de coronavírus, que já infectou mais a evolução dos casos confirmados de pessoas contaminadas por coronavírus no mundo. Até ao fecho desta matéria, já são 4.801.396 casos de infectados por Covid-19 ao redor do planeta.

Os casos de violência doméstica durante a quarentena têm vindo a crescer em todo o mundo.

No Reino Unido, os telefonemas para o serviço nacional de denúncia contra abuso cresceram 65% no último fim de semana, segundo o governo. Há aumento de registros nos Estados Unidos, na Austrália e na França, por exemplo.

Mas Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva do braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para Mulheres, ressalta que nos países em desenvolvimento haverá menos oportunidades para denúncias do tipo.

“É impossível para mulheres de muitos países com histórico socioeconômico vulnerável conseguirem fazer denúncias de violência doméstica enquanto vivem com os abusadores em residências com um ou dois dormitórios.”

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NOS EUA

Com mais de dois terços da população dos Estados Unidos obrigada a ficar em casa em meio à pandemia de coronavírus, ficou mais difícil para ladrões encontrarem uma casa vazia. Mas pessoas confinadas parecem mais propensas a brigar entre si.

É o que mostram as estatísticas de crimes nas principais cidades dos EUA, onde agora os residentes passam muito tempo dentro de casa.

“Nunca vimos a 5a Avenida tão aberta”, disse Dermot Shea, delegado do Departamento de Polícia de Nova York, na semana passada. Vimos uma queda imediata na maioria das categorias, quer dizer, de crimes.” A rápida propagação do coronavírus nos EUA, com a cidade de Nova York agora como epicentro, levou a maioria dos americanos a ficar em casa. Cerca de 217 milhões de pessoas em pelo menos 23 estados, 17 cidades e um território receberam a orientação de ficar em casa a partir de sexta-feira. Mas, com as pessoas presas em ambientes fechados, enfrentando o estresse de uma crise de saúde pública sem precedentes e preocupadas em perder o emprego, as brigas domésticas aumentam.

Em Seattle, a polícia recebeu 614 ligações com denúncias de violência doméstica nas duas primeiras semanas de março, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. “A grande maioria foi por problemas de violência doméstica, mas não houve prisão porque foi apenas uma briga que a polícia acabou respondendo”, disse por e-mail o detetive Patrick Michaud, do departamento de polícia de Seattle, em referência às ligações de violência doméstica. “Sem ataque. Nenhum dano à propriedade. Nenhum outro crime. Apenas uma discussão.”

COMO DENUNCIAR ESTES CASOS SEM SE COLOCAR EM RISCO?

Uma jovem cadete da polícia fez um vídeo no Tik Tok para ajudar todos aqueles que se sentem vulneráveis a abusos domésticos durante esta altura difícil.

No vídeo, Kaitlyn McGoldrick quis consciencializar as pessoas sobre abuso doméstico e “fingiu” que estava a encomendar uma pizza, mas na realidade estava a fazer um pedido de ajuda. Na gravação, que já teve mais de 100 mil visualizações, pode-se ver a adolescente de 14 anos com “hematomas” a protagonizar um dos momentos mais assustadores na vida de alguém que sofre abusos domésticos.

Violência DomésticaComo o vídeo se tornou viral, a policia de Cleveland, nos Estados Unidos, quis fazer outro vídeo com a cadete, desta vez com uma técnica reconhecida, mostrando como as vítimas podem fazer uma chamada ‘silenciosa’ para o 911 para obter ajuda.
Na gravação pode-se ver a adolescente de 14 anos a usar um recurso da polícia que permite que as pessoas liguem para os serviços de emergência sem falar.

Depois de serem conectadas a um operador, podem tossir como sinal de alerta.

Em entrevista ao Sky News, Kaitlyn disse que sabia que o vídeo poderia ajudar outras pessoas. “Sinto-me orgulhosa, todos os comentários que estamos a receber mostram que isto ajuda as pessoas”, disse. E acrescentou: “Muitas pessoas disseram que quando isso aconteceu com elas, gostariam que tivesse havido algo assim.” Se você tem sido vítima ou conhece alguém que está sofrendo algum tipo de violência doméstica,

DENUNCIE!

Violência Doméstica

Fonte: hehotline.org


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