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Quem precisa mudar primeiro?4 min read

O comportamento do parceiro pode ser reflexo do que ele vê e recebe

Quem precisa mudar primeiro?4 min read

Muitas mulheres reclamam da falta de sensibilidade (ou de noção) do marido de não se mexer para trocar a lâmpada que queimou. Que ele poderia lavar a louça, já que chegou em casa mais cedo do que elas. Que ele deveria sair da frente da TV ou do celular e acompanhá-las ao shopping ou a um passeio qualquer só para que saiam um pouco juntos.

As inúmeras reclamações sempre vêm acompanhadas de um pouco de birra, chantagem emocional e todo melodrama mexicano que aprenderam a fazer na tentativa de sensibilizar o companheiro.

O que elas não sabem é que até podem estar com a razão – quando querem que eles façam algo que deveria partir deles –, mas o momento e a maneira taxativa que pedem e em muitos casos como mandam fazem com que coloquem tudo a perder. E, assim, tornam-se as erradas porque não sabem ser sábias.

A culpada sou eu?

Claro que você não tem culpa nem é responsável pelos atos de seu marido, afinal, ele já é bem grandinho para saber o que deve ou não fazer como o homem da casa, não é? Ou pelo menos deveria.

Mas, se você deseja tanto que seu marido mude, precisa deixar que ele faça isso por ele mesmo. Já parou para pensar que talvez ele prefira o futebol porque é um jeito de fugir de tanta cobranças e falatórios desnecessários? Que ele prefere visitar a mãe, em um fim de semana sim e outro também, porque lá tem algo para comer, já que na casa dele não tem?

O que faço, então?

Para Marina Simas de Lima, psicóloga, terapeuta de casais e cofundadora do Instituto do Casal, cada um precisa entender e assumir sua parte dentro do relacionamento. “Todas as atividades e papéis a serem desempenhados – como o profissional, familiar e social – precisam estar alinhados, assim como os propósitos e valores em comum devem estar ajustados à expectativa do casal. é preciso preencher a expectativa de cada um enquanto indivíduo e do casal na relação”, disse.

Algumas atitudes podem minar as expectativas e colaborar para que qualquer projeto de relacionamento conjugal desça pelo ralo. Ignorar os esforços dele e ameaçar se separar por qualquer briguinha não é legal. Aguardar sentada que o cônjuge melhore, como se esperasse por um passe de mágica, é pior ainda. Colocar a culpa e a responsabilidade no outro como se estivesse jogando peteca ou tirar o par ou ímpar para ver quem vai dormir com a razão também não são boas ideias. Então, minha amiga, o jeito é fazer algo que funcione e traga resultados positivos para o relacionamento e para você.

“Tanto o amadurecimento como a mudança são processos que levam um determinado tempo. Não adianta forçar ou impor uma mudança para o parceiro. O melhor é eu mudar primeiro. Quando eu mudo, o outro vai precisar se readaptar e surge um novo formato. Isso muda o padrão relacional. A pior coisa que existe é ficar aguardando a movimentação do parceiro”, aconselha a especialista.

O processo não será tranquilo, mas certamente valerá a pena. “A mulher precisa se comprometer com o desejo da mudança. Caso contrário, fica muito mais fácil se manter na zona de conforto”, finaliza.

A sua parte na mudança

– Conte até dez ou até mil
Será que discutir realmente vale a pena? Respire fundo e pense duas vezes antes de comprar uma briga

– Diga que se importa
Deixe-o saber o que você considera importante, em vez de esperar que ele adivinhe. é aquele almoço em família? é um tempinho a sós no meio da semana? Estabeleçam prioridades como um casal

– Analise reações
Em vez de gritar e revidar à altura, porque não fazer diferente? Talvez o melhor não seja provocar uma reação, mas levá-lo ao silêncio, à reflexão

– Procure a sua melhor versão
Gaste energia em algo que a ajude e preserve sua paz de espírito. Um novo aprendizado ou o cuidado com o corpo e a saúde podem lhe fazer muito bem

– Tenha jogo de cintura
é válido primeiro falar algo positivo e depois colocar o que precisa ser alterado

O Godllywood visa auxiliar mulheres em toda e qualquer situação, desde que ela deseje realmente ser auxiliada e moldada para uma mulher melhor. Conheça mais sobre o grupo e saiba como participar dos projetos clicando aqui.


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  • Por Flavia Francellino / Foto: Fotolia 


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