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Qual o limite para educar os filhos?2 min read

Episódio divulgado na internet leva à reflexão do que se pode ou não fazer para disciplinar as crianças

Qual o limite para educar os filhos?2 min read

A internet tem se tornado um canal cada vez mais usado para denunciar episódios que acontecem diariamente e que antes de sua existência não tinham espaço para ser mostrados. Um fato que aconteceu em um supermercado no Texas, nos Estados Unidos, é o exemplo mais recente de que o pensamento e as ações para educar bem os filhos ainda têm muito a evoluir para o bom desenvolvimento dos futuros cidadãos.

Erica Burch fazia suas compras em um hipermercado quando se deparou com uma cena no mínimo chocante: um pai puxava os cabelos de sua pequena filha ao mesmo tempo que empurrava o carrinho de compras e a arrastava pela loja enquanto buscava seus produtos. A menina, em lágrimas, implorava para que ele parasse de puxar seu cabelo. “Eu prometo que não vou fazer novamente. Pare”, gritava.

Erica tentou intervir, mas o homem disse a ela que cuidasse da própria vida. Ela chamou a polícia, mas nada foi feito porque “não havia hematomas visíveis” na menina. Um sargento da polícia local disse a ela que “um homem tem o direito de disciplinar seus filhos”, mas Erica postou as fotos no Facebook e elas tiveram mais de 16 mil reações e 164 mil compartilhamentos. Milhares de pessoas deixaram comentários furiosos contra o homem: “Isso não é disciplina, é violência contra criança e ele deveria ser preso”, opinou uma internauta. “A disciplina certa tem hora e lugar. Puxar o cabelo dela, humilhá-la em público é muito errado”, comentou outra.

é lógico que a educação dos filhos cabe aos pais e ninguém tem nada a ver com isso, mas a cena do pai com o cabelo da filha preso ao carrinho de supermercado é no mínimo chocante e uma atitude desnecessária. Por mais que as crianças tenham dificuldades de assimilar o que seus pais estejam lhe ensinando, nada justifica uma ação desse tipo.

O pai da menina exagerou e foi rude. Do modo que agiu deixa transparecer que o problema maior seja dele por não ter paciência com a filha para explicar a ela seus limites. Além disso, ultrapassa a linha tênue do equilíbrio entre deixar a criança fazer tudo o que deseja e castigá-la na frente de outras pessoas de forma humilhante.

Esse pai talvez não entenda o dano psicológico que pode causar à filha, que pode ficar marcada para sempre com os maus-tratos e ainda reproduzir o mesmo gesto com seus futuros filhos, em um ciclo interminável de violência que não deveria existir de maneira alguma.


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  • Por Eduardo Prestes / Foto: Reprodução 


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