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Quais são as suas referências de casamento?4 min read

Relacionamentos baseados só nas aparências tendem a durar pouco. Descubra como fortalecer a sua união e veja dicas para encontrar a verdadeira felicidade a dois.

Quais são as suas referências de casamento?4 min read

Existe segredo para que o casamento seja duradouro e feliz? De tempos em tempos surgem notícias sobre casais famosos que vivem namoros entre idas e vindas. Apesar da instabilidade, esse tipo de relacionamento costuma atrair a atenção de muitas pessoas, que acompanham todas as fofocas pelas redes sociais.

O fato é que relacionamentos conhecidos como “ioiô” podem ser prejudiciais à saúde. Um estudo publicado na revista Family Relations indica que terminar e voltar várias vezes pode ser ruim para a saúde emocional e mental. Quando o ciclo de términos se repete com a mesma pessoa, as chances de ter depressão e ansiedade aumentam. Enquanto uns se baseiam em celebridades, outros buscam referências em contos de fadas e isso pode ser uma armadilha para quem busca um relacionamento de verdade.

–  ERROS  –

Por que muitas pessoas não conseguem construir uma união feliz? Segundo a psicanalista Cristiane M. Maluf Martin, alguns casais estão juntos apenas por uma questão de dependência. “Existe uma grande codependência emocional. São relacionamentos vampíricos, pois nenhum dos dois está feliz. Os dois não conseguem se desvincular e acabam permanecendo juntos, mas a relação está desgastada, não há diálogo, só brigas”, diz ela. A sugestão, nesses casos, é fazer terapia de casal ou recorrer ao processo psicoterapêutico individual.

A especialista afirma que a falta de autoconhecimento e o egoísmo também podem impedir uma pessoa de manter um bom relacionamento. “A pessoa precisa estar resolvida e se conhecer bem antes de começar um namoro. O outro vai ser ‘a cereja do bolo’ e não o bolo inteiro. Por outro lado, há pessoas que não querem formar vínculos, elas têm um medo muito grande de se relacionar e não querem fazer concessões. Algumas pessoas não estão preparadas para dividir, têm uma questão de narcisismo e de individualismo”, avalia.

Outro erro é buscar uma pessoa perfeita. “Muitos homens e mulheres querem uma pessoa sem defeitos, mas isso não existe”, explica. Segundo ela, é importante buscar valores em comum e saber dialogar. “Antes da união, os dois precisam conversar, conhecer os objetivos um do outro, pois são duas pessoas diferentes. Depois, é colocar tudo na balança para saber se ela pende mais para o lado positivo. Quem acha que o casamento é um conto de fadas está enganado”, finaliza.

–  DUAS DÉCADAS  –

O casal Luiz Carlos e Regiane Mascaro, ambos de 45 anos, vai completar 20 anos de união em dezembro. Antes do casamento, os dois viveram outros relacionamentos. Luiz Carlos lembra que não dava certo com ninguém. “Eu tinha vindo de vários relacionamentos frustrados. Era dependente de álcool e passava dias fora de casa. Há 22 anos, minha mãe procurou ajuda para mim na Universal”, diz. Depois de superar a dependência, ele conta que passou a fortalecer a própria fé.

Regiane também havia enfrentado problemas em outros relacionamentos. “Tive um noivado, estávamos fazendo o enxoval para o casamento, mas ele ficou diferente e terminamos. Depois, namorei um rapaz que me sufocava, me perseguia.”

Os dois começaram a namorar após serem apresentados por amigos em comum da Universal. No início, a mãe de Regiane foi contra a união. “Por conta da história de vida dele, minha mãe não queria, mas fiz um propósito com Deus. Eu e o Luiz Carlos conversamos muito e tínhamos o mesmo objetivo de crescer juntos e ter uma família.”

Apesar dos valores em comum, Luiz Carlos revela que os dois tinham gostos completamente diferentes. “No início eu achava que não seria ela, mas começamos a conversar. Foi um relacionamento dado por Deus. Quando casamos, eu não conhecia nem 0,01% dela. Descobrimos aos poucos o que cada um gostava e fomos nos adaptando”, explica.

Para Regiane, o segredo das duas décadas de união está no diálogo. “Quando moramos debaixo do mesmo teto, é preciso conversar, ter perseverança e bom humor. Não adianta se estressar, tem que tentar tirar o melhor de cada situação.”

Quando se casaram, Regiane já tinha um filho. Depois, o casal teve mais duas meninas. “Aprendi muito rápido a ser pai, casei já sendo pai. Para casar, a pessoa precisa aprender a escutar, entender, relevar e ceder. O casamento é uma grande escola”, pondera.

Ao longo dos anos, o casal revela que enfrentou dificuldades econômicas e até com familiares. “Acho que o mais difícil foi lidar com a mãe dele, ela não acreditava na minha capacidade. Foi uma fase que durou uns três anos. Depois, ela começou a me ver como filha e disse que me amava”, detalha, emocionada. Para Luiz Carlos, os problemas econômicos foram os mais difíceis. “Passamos momentos difíceis na vida financeira, tínhamos filhos e dependíamos da ajuda de familiares. Mas superamos isso com muito trabalho e fé em Deus. Hoje temos uma vida bem suada, mas maravilhosa. Vamos fazer uma lua de mel de 20 anos de casados em Israel”, finaliza.


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  • Redação  


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