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Para onde foi o homem?3 min read

Em uma era de papéis confusos entre os gêneros, a verdadeira identidade masculina parece ter se perdido. Felizmente, alguns nadam contra essa corrente

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Bravura (no bom sentido) e gentileza. Muitos veem essas características separadas e em homens diferentes, mas, tempos atrás, elas faziam parte de um mesmo homem, tido como ideal: o cavaleiro medieval.

O teólogo, professor e escritor cristão C.S. Lewis escreveu sobre isso, lamentando que, na pós-modernidade, os valores que formam um homem tenham entrado em declínio. Para ele, quando um sujeito deixa uma das duas características citadas dominá-lo, perde o necessário para desenvolver a masculinidade ideal. Um poderoso sem senso de justiça e respeito é simplesmente um bruto, que gosta de dominar pela força. Já aquele que é só carinho e piedade está bem longe de ser um líder inspirador, no qual os seguidores sentem firmeza.

Equilíbrio é a questão. A força é controlada pela gentileza, a compaixão. As emoções são contidas pela força e pela razão. Com o poder e as habilidades direcionados pela honra – em relação a você mesmo e aos outros –, todos tendem a ganhar. Isso se chama sociedade, comunidade ou pelo menos o que elas deveriam significar. Isso definia os antigos cavaleiros de várias ordens na Idade Média, justamente do que Lewis se lembrou ao analisar o confuso papel do homem moderno. E do cavaleiro vinha o cavalheiro. Um código de honra a ser seguido com gentileza, consideração, mas também com coragem nos momentos de luta.

Para Lewis, o ideal do cavaleiro tanto ensinava um grande homem a ser humilde, tolerante e justo, quanto insuflava coragem aos mais pacatos. Tanto era algo a se aprender que pajens (ou escudeiros) que se dedicavam com o tempo eram ordenados cavaleiros. Um fiel escudeiro não era só um criado, mas um “estagiário” medieval.

E Lewis dizia sentir falta das antigas cerimônias em que um jovem era nomeado cavaleiro, um rito de passagem bastante significativo. A partir dele não havia mais dúvidas sobre ter deixado de ser um menino e ser homem, pois, após rígida disciplina de aprendizado físico, moral, psicológico e espiritual, isso era confirmado pelos outros do grupo, que o recebiam como um igual. Portar sua espada, oficialmente entregue a ele, era seu atestado de maturidade.

Outra coisa: um cavaleiro era respeitado e admirado como uma autoridade, mas sempre era reverente a forças superiores – a seu rei e a Deus. Ninguém se torna um soldado de verdade sem saber obedecer. A posição que ocupava não era só de importância social, mas fruto de sacrifícios, coragem e obediência.

E, hoje, o que um cara faz para se sentir homem? Coisas bem duvidosas. E é só para “se sentir” mesmo, porque, daí a ser de verdade, há um oceano de distância. Muitos garotos acham-se homens porque praticam sexo de forma irresponsável, bebem, fumam, consomem entorpecentes, desrespeitam leis e regras, corrompem-se.

Acontece que, como os antigos cavaleiros, um rapaz se tornava um homem ajudado por outros homens. Sim, o cavaleiro podia até ser falho em alguns aspectos, mas sempre podia recorrer aos outros do grupo para se levantar e seguir em frente. E o grande líder batalhava ao lado de todos, espada em punho, também apoiado neles. Ninguém se torna um homem sozinho. Entendeu melhor agora um dos princípios básicos do projeto IntelliMen? Saiba mais aqui.


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  • Por Marcelo Rangel / Foto: Fotolia  


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