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O que é a “zona de conforto” da fé4 min read

Um dos mais célebres personagens bíblicos correu o risco de ter a vida espiritual estagnada. Não deixe que isso aconteça com você

O que é a “zona de conforto” da fé4 min read

Você trilhou um caminho difícil. No passado, o mundo estragava sua vida com tentações e influências nefastas. Eis que você acordou para a fé e, agora, começou a ter uma nova existência de vida real e frutífera, em obediência a Deus.

Conquistas financeiras, saúde recuperada, casamento feliz. Não importa quantas bênçãos foram alcançadas. Quando os sonhos são realizados, muitos cometem o mesmo erro: entram no “piloto automático” espiritual.

Essa “zona de conforto” da fé, que ocorre quando a vida espiritual para de avançar, é muito perigosa. O risco de cair nessa estagnação é o de ter a fé paralisada. Não apenas isso: ela também começa a retroceder.

A rotina rouba o entusiasmo, os laços com Deus se enfraquecessem aos poucos e podem arrebentar a qualquer momento. Quantas vezes você deixou de alimentar a sua fé, por achar que ela já estava forte o suficiente?

Não importa o quão exemplar seja o seguidor de Deus, qualquer um pode cair nesse erro.

Abraão, por exemplo, é considerado uma das figuras mais conhecidas e respeitadas de toda a Bíblia. Porém, sem querer, corria o risco de se estagnar espiritualmente. Logo ele, um líder admirado e respeitado por sua ligação com Deus. Por isso o próprio Senhor deu um jeito de “encostar na parede” aquele patriarca.

Confuso sacrifício

Muito se questiona sobre o motivo de Abraão tentar sacrificar o filho que tanto desejou, Isaque, por ordem de Deus. Cristãos recém-convertidos – ou mesmo alguns veteranos – não conseguem entendê-lo em uma primeira análise.

À primeira vista, Deus quis uma prova de amor do ancião. Para isso, Abraão deveria sacrificar seu filho legítimo. Obediente, ele seguiu a ordem.

O velho e o filho seguiram a caminho do monte Moriá. Isaque, ao ver a lenha e a faca que levavam, perguntou sobre o cordeiro que seria queimado em sacrifício. Abraão só respondeu que Deus providenciaria o animal.

No topo do monte, onde Deus lhe ordenara, Abraão amarrou o filho e levantou a lâmina para matá-lo em sacrifício. Foi quando um anjo segurou o homem e o impediu de cometer aquele ato.

Como Deus seria capaz de pedir a um pai para matar o próprio filho? é exatamente aí que está uma das questões mais interessantes do episódio. Abraão esperou quase uma vida inteira por um filho, é natural que ele amasse o menino demais, afinal Isaque era o cumprimento de uma promessa feita pelo próprio Deus.

Aquela situação era um teste para a fé de Abraão. Ela provaria para ele mesmo o quanto estava disposto a sacrificar em obediência ao seu Senhor. No alto do Moriá, Abraão mostrou sua entrega quando o anjo o segurou.

Abraão entendeu que Deus deveria estar acima de tudo e todos. O seu coração deveria estar apenas no Senhor. E sua atitude de confiança no momento em que aceitou obedecer ao pedido divino provou que, ainda que amasse seu garoto, Isaque nunca poderia ocupar o lugar do Senhor em seu coração.

Quando a pessoa coloca o coração em algo ou alguém, ela dá uma importância exagerada aquilo. E isso a impede de enxergar as prioridades. Pode ser um ente querido, um trabalho, um bem material, um vício e tantas outras coisas que nos fazem pensar que seria impossível viver sem elas.

Visão obstruída

Ao amar alguém mais do que a Deus a pessoa fica com a visão obstruída. Como qualquer um de nós, Abraão estava diante desta ameaça.

Provavelmente Abraão subiu ao monte triste, afinal perderia seu filho. Mas, porque ele obedeceu, Deus o fez descer feliz e com novos planos.

Não há nada de errado em amar nossa família, nossas conquistas, nossos bens, desde que isso seja feito da forma certa, cada coisa em seu lugar com o amor apropriado a elas.

Ciente disso, caro leitor, há algo ou alguém que se coloca entre você e Deus, invertendo as prioridades? Sua fé parece parada? Qual é o tamanho da sua dedicação e do seu sacrifício? Isaque era o que Abraão tinha de mais precioso. E ele estava disposto a tudo em nome da fé. O que você tem feito em nome da sua fé? Pense nisso.


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  • Por Marcelo Rangel / Foto: Fotolia 


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