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O foco do vencedor4 min read

Apesar das críticas e dificuldades, ele foi fiel ao que era a sua prioridade. Um dos maiores exemplos históricos de como chegar à vitória

O foco do vencedor4 min read

Embora de família escocesa, Eric Liddell nasceu na China. Seus pais eram missionários no país em que pregar a palavra de Deus e a Salvação era – e ainda é – tão difícil. Mais tarde, foi para um ótimo colégio interno de Londres. Eric continuou seus estudos e seguiu para o curso de Ciências Fundamentais na Universidade de Edimburgo, na terra de seus pais. Sobressaiu como acadêmico e como esportista, destacando-se em críquete, rúgbi e, principalmente, corrida – e nesta última alcançou fama mundial e histórica.

No entanto, para Eric a prioridade era dedicar-se a Deus. Tinha um talento muito especial para Sua Palavra entre os mais jovens, mas também dedicava ao Criador todo o seu esforço nas pistas. De tão bom corredor que era, foi escalado para representar o Reino Unido em várias competições internacionais e integrou a delegação britânica da Olimpíada de 1924, em Paris.

Chamado de “Escocês Voador”, Eric era o favorito absoluto para uma medalha de ouro na corrida de 100 metros. Claro que desejava vencer, mas seu foco principal nunca saiu de cena: servir a Deus. E, para isso, em seu trabalho para ser missionário, os domingos eram de suma importância, pois tinha maior contato nesse dia com as pessoas que precisavam da Palavra Divina. Nem do outro lado do Canal da Mancha, em pleno evento mais importante dos esportes mundiais, ele negligenciou tal tarefa. E apareceu algo que parecia um grande obstáculo: meses antes, Eric descobriu no calendário dos Jogos que uma eliminatória da corrida de 100 metros cairia exatamente num domingo. Não pensou duas vezes: desistiu da disputa.

Mas não era mera desistência. Eric viu que outra disputa, a dos 400 metros, não teria provas em nenhum domingo. E foi nos 400 metros que ele se inscreveu, em vez dos 100 metros, cuja medalha era certa. Não demorou para o chamarem de doido, de imprudente. Pessoas do público e atletas de outros países riram dele. Aquele que antes era uma barbada como vitorioso virou motivo para piadas. Em poucos meses, o escocês teria que treinar muito mais do que o planejado. Eram quatro vezes mais esforço, mais dificuldades – e, segundo a maioria, o quádruplo de probabilidades de perder.

é lógico que Eric sabia das dificuldades. Mas seu foco era tão firme que ele agiu como decidira, contra tudo e contra todos. Adversários riam de seu estilo de correr. Até sua esposa chegou a sentir certa decepção – como ele podia ser tão imprudente a ponto de trocar o certo pelo duvidoso? Porém, ela não deixou de apoiá-lo.

Ele passou pelas eliminatórias, com muita dificuldade e ridicularizado por muitos. Sem prejudicar seus domingos dedicados a Deus em prol de vaidades humanas. Chegou o grande dia da final. Até mesmo naquele momento, na linha de partida, o público e outros atletas ainda duvidavam dele, que havia corrido duas outras provas no mesmo dia. Faziam pouco daquele “doido aventureiro cansado”. Menos um adversário norte-americano, Jackson Scholz, que mandou a Eric um bilhete: “Como diz o Velho Livro (a Bíblia), ‘aos que Me honram, honrarei’ (1 Samuel 2.30). Boa sorte”.

Bem, Eric entrou para a história como o vencedor da medalha de ouro dos 400 metros nos Jogos de 1924, em Paris. Não só ganhou a competição como também bateu o recorde da época, que só seria batido por outro atleta 12 anos depois. Aquele que honrou a Deus em primeiro lugar foi honrado justamente com o primeiro lugar. Um dos maiores exemplos, em todos os tempos, do que é ser um vitorioso de verdade.

Filmaço

Reconheceu a história de Eric? Sim, ela foi adaptada para o espetacular Carruagens de Fogo, que levou o Oscar de melhor filme em 1982. Não à toa, seu tema musical virou praticamente sinônimo de corrida. Cinema para ninguém botar defeito, o filme está disponível em DVD, Blu-Ray e nos sites de streaming. Assista e descubra o porquê do curioso título bíblico.

Desafie-se

Vimos aqui como um grande homem entrou para a história ao, frente a um desafio, sujeitar-se a outro quatro vezes maior, mesmo enquanto até alguns entre os mais próximos duvidavam dele. Que tal seguir o exemplo de Liddell e criar para você o seu próprio objetivo a alcançar? As coordenadas você vê no Desafio #5 do Intellimen, aqui.


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  • Por Marcelo Rangel / Foto: Reprodução 


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