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O avanço das plataformas digitais4 min read

Em entrevista exclusiva à Folha Universal o CEO Gustavo Caetano, da Sambatech, fala de sua carreira e do crescimento de plataformas como Netflix e Univer Video

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Ele já foi chamado de Mark Zuckerberg brasileiro, em referência ao bilionário criador do Facebook. Mesmo não tendo ainda a mesma fortuna, Gustavo Caetano (foto abaixo), de 34 anos, tem outras similaridades que reforçam a comparação: é o promissor CEO da Sambatech, uma plataforma para gestão e distribuição de vídeos na internet. Mineiro da cidade de Araguari, saiu muito cedo de casa para estudar marketing no Rio de Janeiro. Antes mesmo de terminar a graduação, ele teve a ideia de montar uma empresa para baixar jogos em celulares ao perceber que não havia empresas no Brasil que trabalhavam com isso. Montou um plano de negócios e partiu para Londres, atrás de um produtor de jogos. Dessa forma, nascia sua startup para distribuir o produto na América Latina.

Hoje, o jovem empreendedor dá palestras no mundo inteiro e sua empresa é parceira no desenvolvimento do Univer Video. Lançada no início do ano passado, a plataforma disponibiliza 24 horas por dia, 7 dias por semana, vídeos cristãos com o selo de qualidade Universal, além de filmes, documentários, clipes musicais, shows, desenhos infantis, palestras, programas sobre vida a dois e as principais reuniões ao vivo diretamente do Templo de Salomão. Nessa entrevista exclusiva à Folha Universal, Gustavo fala um pouco da sua história e também de alguns planos do Univer Video para este ano.

O que o levou para o trabalho com plataformas da internet?

Começamos com os joguinhos em 2007 e depois disso as operadoras começaram a reduzir nossa margem de lucro drasticamente. Basicamente, o que estava acontecendo é que o que nos levou até aquele momento não iria nos levar muito longe. Resolvemos reinventar o nosso negócio. Achávamos que o futuro seria o vídeo. À medida que as pessoas tivessem uma banda larga melhor, elas iriam consumir mais vídeo. Criamos uma plataforma muito parecida com o YouTube, mas a ideia era vender para quem não queria ou não podia usá-lo.

Como você visualizou a oportunidade de negócio nessa área?

Uma coisa que eu sempre gostei de fazer é buscar problemas reais das pessoas e resolvê-los. Lá no começo, o que eu pensei é que as emissoras de televisão têm um problema. Quando chegamos para trabalhar com o R7, por exemplo, falamos que eles poderiam ter uma alternativa para o YouTube, que seria criar o próprio canal, o que existe hoje lá: o canal de vídeo em que a audiência consome o seu conteúdo, que tem a sua curadoria, que coloca a propaganda que acha que tem mais a ver com o seu público.

Como surgiu a parceria com o Univer Video e como está sendo esse trabalho?

Fomos procurados pelo time do Univer Video. Eles tinham um sonho muito grande, e aí estou falando da minha percepção, de criar e empacotar um conteúdo que fosse relevante para o seu público, para os cristãos, para as pessoas em geral e não só para quem é da Universal. Aí nós começamos a trabalhar para montar esse projeto. A gente queria mesmo que a experiência de uso do Univer Video fosse muito similar à experiência de uso do Netflix. Pensamos em um projeto em que a usabilidade, a “cara dele” e o seu design fossem muito parecidos com o que as pessoas usam no seu dia a dia.

Como você avalia o surgimento do Univer Video e quais as possibilidades para essa plataforma específica?

O projeto foi pioneiro, o primeiro a surgir com essa temática no Brasil, que é um país religioso, cristão, que tem muita fé. Então, eu acredito que o momento é perfeito porque as pessoas agora já estão acostumadas com essas plataformas, YouTube, Netflix e sabem usar o celular para fazer isso, não é preciso educar esse mercado. E o projeto Univer Video é inovador por ter sido o primeiro a empacotar o conteúdo cristão numa plataforma só, num lugar só, onde realmente todo mundo consegue assistir.

Quais os planos do seu trabalho junto ao Univer Video para 2017 e de quais novidades você poderia falar para esse serviço?

Neste ano, estou supermotivado e superempolgado com esse projeto, porque acho que ele está só no começo. O grande foco nosso é mobilidade. Queremos que o conteúdo seja acessível de qualquer lugar. O nosso foco tem que ser muito grande na experiência, na usabilidade, tem que ser um negócio muito parecido com o que existe em outras redes. Em breve, acredito que haverá um anúncio de conteúdos que estão vindo, coisas boas de Hollywood. Então, esse tipo de material com uma plataforma de boa usabilidade, não tem para ninguém, tem que assinar, não tem outra escolha. Eu indico. Quanto antes entrar e assinar, melhor.


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  • Por Eduardo Prestes / Fotos: Edi Edson e Divulgação / Arte: Eder Santos 


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