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No lugar do outro2 min read

Pensar no próximo e agir em prol dele é algo raro hoje em dia. Mas entre os que contrariam a frieza que se espalha entre as pessoas está um professor do Irã, que visita o aluno com câncer todos os dias no hospital

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Recentemente, ao ser homenageada por sua relevância no cinema durante o Golden Globe, a atriz norte-americana Meryl Streep citou que “a única tarefa de um ator é entrar na vida de pessoas que são diferentes de nós e fazer você sentir como é isso”. De fato, em qualquer curso de interpretação aprende-se a “sumir no personagem”, o que fazem ótimos atores como Meryl e tantos outros. Mas, também recentemente, parece que um homem no Irã foi bem além de uma representação. Entrou na vida de um de seus alunos sem deixar de ser ele mesmo, segundo postagens em redes sociais.

Foi postada no fórum Reddit uma foto de um homem que seria um professor e estaria passando pessoalmente a um aluno internado num hospital as lições que o menino perdeu por não poder ir à escola por causa do tratamento. A imagem recebeu milhões de visualizações em poucos dias, mas até agora ninguém identificou nem o adulto nem a criança. O que se espalhou web afora é que o garoto tem câncer e que esse professor o visita todos os dias.

Na foto, o homem fala por meio de um telefone com o garoto, isolado em uma sala com parede de vidro, geralmente usada para evitar o contágio de doenças perigosas ou que algo prejudicial à saúde do paciente entre no recinto.

Embora praticamente ninguém tenha questionado na internet a veracidade do episódio – além do fato de o Irã não ser o país mais aberto do mundo no quesito informação para que isso seja comprovado e as pessoas identificadas –, o que vale é que muitos dos que visualizaram a foto no Reddit e nas redes sociais tomaram a imagem como um ótimo exemplo de alguém que se doa ao próximo sem esperar nada em troca. Pensando nisso, quanta gente faz o mesmo? Num mundo em que cada vez mais as pessoas buscam benefícios para si mesmas – ou quando fazem algo para alguém é para obter vantagens – uma atitude realmente altruísta é muitíssimo rara. Mas ocorre, felizmente. Há quem ache que recebe demais e deve compartilhar; os que nem acham que têm tanto e mesmo assim compartilham; e outros ainda são profissionais que levam seu trabalho a sério e, além disso, se importam com as pessoas que são objeto de sua atuação – como o suposto professor iraniano que não teria aceitado que seu aluno deixasse de aprender, apesar de não poder ir à escola.

A mensagem que fica é de não estamos sozinhos no mundo. Precisamos nos colocar no lugar de quem está debilitado, desanimado e cansado de viver. Dar atenção e carinho, sem pensar em retorno, é a verdadeira prática de amar e respeitar o próximo.


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  • Por Marcelo Rangel / Foto: Reprodução 


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