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Ministério da Saúde decreta fim da Emergência Nacional2 min read

Decisão ocorre após queda de registros das doenças causadas pelo zika vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti

Ministério da Saúde decreta fim da Emergência Nacional2 min read

Um ano e meio depois de decretar alerta nacional, o Ministério da Saúde (MS) anunciou, no dia 11 de maio, o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) em relação ao zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, e outras alterações neurológicas.

O estado de emergência foi suspenso graças à redução das notificações que, segundo o MS, caíram 95,3% em relação a 2016. Até abril deste ano, foram registrados 7.911 casos de zika em todo o País. No ano passado, no mesmo período, houve 170.535 casos.

Os números de ocorrências de microcefalia não registram aumento expressivo desde maio de 2016. Em 2017, foram confirmados 230 casos da doença e de outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Seguem em investigação pelo MS e pelos Estados 2.837 casos suspeitos em todo o País.

Durante o anúncio, o secretário de Vigilância em Saúde do MS, Adeílson Cavalcante, destacou que a vigilância no enfrentamento ao mosquito será mantida. “O fim da emergência não significa o fim da vigilância ou da assistência. O MS e os outros órgãos envolvidos no tema irão manter a política de combate ao zika, dengue e chikungunya, assim como os Estados e municípios.”

O fim da Espin se deu porque o Brasil não preenche mais os requisitos exigidos para manter o estado de emergência, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS).

é importante ressaltar que as exigências internacionais de avaliação de risco para decretar e manter o estado de emergência são: o impacto do evento sobre a saúde pública, se é incomum ou inesperado, se há risco significativo de restrições ao comércio ou viagens internacionais e se há risco significativo de propagação internacional.

Cuidados mantidos

O governo federal continuará tratando o tema como prioridade, mantendo a vigilância, incentivando pesquisas e prestando assistência às vítimas.

Não é porque houve uma redução significativa de novos casos que o risco chegou ao fim. Não se deve abrir mão do combate à proliferação do Aedes aegypti.

Por isso, a população também deve fazer sua parte e seguir com as medidas preventivas: buscar sempre eliminar os focos de água parada, fazer uso de repelente, ter cuidado ao manusear o lixo, ou seja, mantê-lo em sacos plásticos fechados, remover dos quintais pneus velhos e materiais de construção com capacidade para acumular água das chuvas, etc. Faça também a sua parte.


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  • Por Ana Carolina Cury / Foto: Fotolia 


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