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“Fui líder de uma facção dentro do presídio”3 min read

Após 26 anos afastada da Igreja, Ednisdina aceitou um convite para voltar aos braços de Jesus

“Fui líder de uma facção dentro do presídio”

“Fui líder de uma facção dentro do presídio, lá comandava 1.760 mulheres. Também guardava drogas e depois usava, era viciada em maconha. Cheguei a ser sentenciada por três vezes”.

O breve relato acima é de Ednisdina Barreto, de 45 anos. A mulher de meia idade passou 18 anos encarcerada. Mas, antes mesmo de pisar pela primeira vez em um presídio, seus pés trilharam o caminho da Salvação Eterna. Deni, como era conhecida, esteve como obreira na Universal dos 14 aos 19 anos, mas um problema relacionado à vida sentimental a fez se desviar da Presença de Deus, no ano de 1990.

“Após deixar de servir a Deus como obreira, resolvi levar uma vida que O desagradava, pois eu O culpava por minhas derrotas. Nesse período, resolvi me relacionar com vários homens, até que engravidei da minha filha mais velha. Mesmo com uma criança para cuidar, continuei a destruir a minha vida, passei a frequentar a casa de encostos e cheguei a ficar 33 dias dentro de um quarto fazendo um pacto com as entidades”, comentou.

Mas o pior ainda estava por vir, em 1998, quando Ednisdina conheceu a cela de um espaço prisional feminino. Ali, ficou encarcerada até o ano de 2002. Após 2 anos em liberdade, em 2004, ela retornou à prisão onde ficou por mais 3 anos.

“Lá dentro conheci o inferno, havia mortes todos os dias, a destruição era total. Depois de quase 3 anos, ganhei a liberdade, e, como havia prometido para minha mãe, fui para a Igreja e ali fiquei apenas alguns meses, pois não conseguia me libertar do ódio que sentia”, lembra.

Mesmo após passar alguns meses livre, Ednisdina voltou a integrar o número de reclusas em 2007, onde ficou encarcerada até o ano de 2016. “A cada dia me tornava uma pessoa pior. Fui líder de uma facção dentro do presídio e ali cheguei a comandar cerca de 1.760 mulheres. Também cheguei a guardar drogas dentro das minhas partes íntimas, para o meu uso, pois era viciada em maconha. Fui sentenciada por três vezes. Nesse período, fui abandonada pelo meu marido e isso me fez ficar com ódio dele. Cheguei a planejar como o mataria e depois tiraria a minha vida”, revela.

Deni Barreto ganhou a liberdade em 2016, e, dessa vez, ficou livre física e espiritualmente, pois, após cruzar os portões de ferro da penitenciária, ela foi convidada por sua cunhada, obreira da Universal, para participar de uma Vigília do Resgate.

“Comecei a lutar para vencer todas as vozes que diziam que não tinha mais jeito para mim, que era melhor eu morrer. A primeira impressão que tive no Resgate foi de que todos são iguais, que ninguém iria me acusar. Foi, então, que consegui abrir meu coração para Deus, que estava trancado havia 26 anos. Consegui, por meio do tratamento espiritual, me perdoar, pois me julgava imunda por ter cometido tantos erros ao sair da Presença de Deus”, comemora.

Hoje, Deni sabe que não deve dar brecha para o mal, por isso, todos os sábados, se fortalece espiritualmente na reunião especial que acontece para os resgatados. “Faço isso porque sei que não é fácil, pois o mundo ainda grita por minha alma. Mas, hoje, fazendo parte dessa corrente, aprendi a gritar mais alto que o mundo”, concluiu.

A Corrente do Resgate acontece todos os sábados, na Avenida Celso Garcia, 499, Brás, às 20h. O atendimento começa a partir das 18h. Participe.

(*) Colaborou bispo Antônio Melo


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  • Por Sabrina Marques (*) / Foto: Cedida 


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