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Culpa do relógio?4 min read

Dificuldades em cumprir prazos? Costuma chegar depois do horário nos compromissos? Gaste cinco minutinhos para ler essa matéria

Culpa do relógio?4 min read

O suplício começa pela manhã, quando o despertador é colocado pela quinta vez no modo soneca. Uma sonequinha ali, outra acolá e, para variar, você levanta superatrasada. Mesmo se conhecendo, acha que será capaz de tomar banho em 10 minutos. Pode contar: lá se vai meia hora. Então, para compensar o desfalque anterior, você promete ser mais ágil ao escolher o look do dia. Mas, veja só, joga metade do armário na cama e parece não encontrar nada bom o suficiente para vestir. Com o horário apertado, não dá tempo para o café da manhã. Vai ter de se contentar com uma barrinha de cereal ou com um café no meio do caminho.

Mas o que está ruim sempre pode piorar. Bem nesse dia acontece uma pane no metrô, o ônibus não passa, tem um baita engarrafamento e não dá mais para chamar um carro pelo aplicativo. Tarde demais. Não adianta se lamentar por não ter levantado quando o relógio tocou.

Aqueles 10 minutos

Um dos motivos apontados para tanto atraso é o fato de as pessoas não conseguirem avaliar quanto tempo dura uma tarefa – o que também pode ser chamado de falácia de planejamento. As pessoas, em média, subestimam o quanto uma tarefa vai demorar para ser concluída em 40% das vezes. Outra razão é o fato de os atrasados estarem condicionados à realização de múltiplas tarefas, como mencionaram os portais Science Alert e Hype Science.

Já o Business Insider Australia e a ABC News evidenciaram que chegar alguns minutinhos depois do horário pode sair bem caro, já que o impacto estimado causado só nos cofres norte-americanos é de nada menos que US$ 90 bilhões. Você não leu errado!

E quem pensa que é só a “classe trabalhadora” que “dá mancada” no cumprimento do horário está bem enganado, porque um levantamento feito pela consultoria norte-americana Proudfoot Consulting mostrou que nem os CEOs (diretores executivos) dão exemplo, já que a cada dez reuniões chegam atrasados a oito.

Justin Kruger, psicólogo da New York University’s School of Business (Escola de Negócios de New York, na tradução livre), conclui que “o paradoxo é que as pessoas se atrasam mesmo quando existem punições e consequências.”

Se é o seu caso, já parou para pensar o quanto isso tem prejudicado você?

Ainda há tempo

Para a colunista Nubia Siqueira, do blog cristianecardoso.com, “muitos investem tanto na sua formação ou em desenvolver habilidades para agir com mais desenvoltura e competência que se esquecem de detalhes que fazem toda a diferença”. Ela comenta ainda que muitas mulheres prometem nunca mais passar horas nas redes sociais, não chegarem atrasadas aos compromissos nem dormirem tarde e perderem a hora no dia seguinte, mas não cumprem o que disseram. “São promessas baseadas no entusiasmo, mas vazias de disciplina e desejo real de mudança e, por isso, são frustradas. Falando de forma simples e direta, nunca haverá mudança se um novo hábito não for incorporado”, justifica.

E se não existe mágica, mas esforço e dedicação, precisamos nos preparar. Então confira, ao lado, algumas dicas para colocar sua vida “de volta” nos trilhos.

Bye, bye, atraso!

-Se questione

Por que aceitou o hábito de se atrasar? Ser honesta consigo mesma é o primeiro passo para detectar o problema

-Se discipline

Em vez de se planejar para chegar no horário, tenha como meta chegar pelo menos cinco minutos antes

-Se prepare

Se quer dormir cinco minutos a mais e tem dificuldade de separar a roupa pela manhã, faça isso no dia anterior

-Se Monitore

Monitore quanto tempo leva para concluir suas tarefas diárias. Dessa forma, descobrirá o tempo real que gasta para realizar cada uma delas

-Saiba dizer não

Pare de aceitar novas responsabilidades e compromissos de última hora quando já está atolada de afazeres

-Dê adeus às distrações

Se redes sociais, vídeos e séries têm roubado sua atenção e feito você postergar tarefas, vale a pena evitá-los

O Godllywood visa auxiliar mulheres em toda e qualquer situação, desde que ela deseje realmente ser auxiliada e moldada para uma mulher melhor. Conheça mais sobre o grupo e saiba como participar dos projetos clicando aqui.


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  • Por Flavia Francellino / Foto: Fotolia 


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