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Comprimidos mágicos?3 min read

Muita gente enxerga a suplementação vitamínica como aliada da nutrição e saúde. Mas o uso indiscriminado pode não ser tão bom quanto parece

Comprimidos mágicos?3 min read

Sempre ouvimos falar das vitaminas. Afinal, ajudam na prevenção de doenças e são essenciais para manter a boa saúde. Elas são indispensáveis e estão presentes em diversos alimentos. Um alimentação deficiente pode causar problemas de saúde e, por isso, a suplementação é necessária em diversos casos.

Para suprir a carência, muitos profissionais prescrevem essas substâncias para os seus pacientes. Quando feita com um acompanhamento médico, a reposição pode ajudar a prevenir doenças e a evitar danos ao organismo. O grande problema é quando o consumo de cápsulas e comprimidos é feito por conta própria, sem a orientação de um profissional de saúde.

De A a Z

As 13 letrinhas que lemos nos rótulos dos alimentos, A, B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9, B12, C, D, E e K, formam o grupo das vitaminas. São elas as responsáveis por mediar certos metabolismos do corpo, além de atuar na produção de enzimas e no sistema nervoso. Batizadas pelo bioquímico Kazimiers Funk, em 1912, essas substâncias não podem ser produzidas pelo corpo: a garantia vem dos alimentos, principalmente das frutas e hortaliças.

Deixar de consumir as vitaminas na quantidade necessária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) tende a ser um problema. A título de curiosidade, no Brasil, apenas 24,1% dos brasileiros ingerem a quantidade adequada, que é de 400 gramas diárias. O número foi revelado na pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 2014, e divulgado pelo Ministério da Saúde.

Lançar mão da suplementação sem qualquer orientação pode ser perigoso. As cápsulas, em vez do consumo de alimentos saudáveis, podem acarretar consumo excessivo de vitaminas. Você pode achar que tudo bem, afinal de contas, se não fizer bem, mal também não faz. Nada disso.

Se a vitamina C é essencial para o processo de cicatrização, por exemplo, o excesso pode resultar em distúrbios gastrointestinais, diarreia e até cálculo renais. Se a vitamina K melhora a coagulação sanguínea, a megadose pode provocar anemia e a intoxicação por vitamina B1, que ajuda a regular o gasto energético, além de levar a vasodilatação periférica e a diminuição na frequência respiratória.

Deve ficar claro que a obtenção de vitaminas por meio dos alimentos dificilmente extrapola as doses diárias necessárias e apenas casos específicos pedem suplementação com orientação médica.

Solução no prato

O fato de estarem disponíveis na prateleira da farmácia tornam esses medicamentos tentadores. A própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) considera que “a crescente facilidade no acesso a esses produtos (comércio eletrônico, compra sem necessidade de receita médica) e a preocupação da população com a saúde contribuem para a popularização” e pontua que “existe uma demanda induzida pelo forte apelo publicitário, que é caracterizado pela variedade de benefícios veiculados nos materiais promocionais sem a devida comprovação científica”.

Isso não quer dizer que os multivitamínicos fazem mal. A questão é que nem todo mundo precisa deles. Para garantir que todos os nutrientes estarão presentes na sua alimentação, vale a pena consultar o Guia Alimentar da População Brasileira, do Ministério da Saúde, que preconiza variedade e equilíbrio no prato como sinônimo de boa saúde.

Lembre-se: uma dieta balanceada e rica em nutrientes dá conta de repor todas as vitaminas que o organismo precisa. Se a recomendação diária de vitamina C pede 45 mg, uma laranja ou meio mamão papaia podem dar conta do recado. Será mesmo que a autossuplementação é necessária? Pense nisso.


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  • Por Flavia Francellino / Foto: Fotolia  


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