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BRIGA na internet3 min read

Pais postavam vídeos de tortura física e psicológica dos filhos para atrair audiência

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Mike e Heather Martin (foto ao lado), um casal de Baltimore, nos Estados Unidos, gerou enorme indignação de internautas do mundo todo. Eles postavam vários vídeos no canal DaddyOFive do YouTube em que não só eles agrediam os filhos em supostas “pegadinhas” com golpes físicos e palavras como incitavam os irmãos maiores a práticas abomináveis contra os menores. Até o uso de arma de fogo e o nariz do filho menor sangrando aparecem na “atração”.

Em alguns vídeos, a menina Emma, de 12 anos, é obrigada a ver os irmãos destruírem seu quarto sem poder reagir. Viu seus objetos mais queridos virarem lixo nas mãos dos vândalos, enquanto o pai grava e claramente se diverte com a situação. Em outro episódio, ela leva um tremendo tapa no rosto de um dos meninos – por ordem do pai – e chora de dor.

BRIGA na internetMas é o irmão caçula, Cody, de 9 anos, o alvo predileto da família. O menino, muitas vezes agredido fisicamente pelos pais e irmãos, também tem seus objetos destruídos. Em um dos vídeos, ele olha furioso para a câmera e diz que odeia a família e que não aguenta mais as agressões.

Outros youtubers, indignados com o que viam – o que não é de se estranhar, pois o teor do material é realmente revoltante –, denunciaram o casal e o assunto repercutiu mundo afora. Uma das consequências foi que o casal perdeu a guarda dos dois filhos menores, Emma e Cody, que eram adotados. Eles voltaram a morar com a mãe biológica, que conseguiu obter a custódia na Justiça após o escândalo.

Mike e Heather tiraram todos os episódios de DaddyOFive do ar (tinham mais de 760 mil seguidores), mas vários vídeos BRIGA na internetainda são replicados por outros internautas que criticam sua conduta.

A polícia de Baltimore abriu uma séria investigação sobre o caso. Depois disso, o casal publicou outro vídeo, desta vez alegando arrependimento e que tudo não passava de “apenas brincadeiras”, que “representavam personagens” e que não são assim na vida real, curiosamente usavam roupas pretensamente sérias e tinham atitudes mais civilizadas, em contraste com a imagem usual.

Enquanto pais, professores e boa parte da mídia luta contra a prática do bullying com diversas campanhas e iniciativas mais práticas, os chefes da família Martin, que deveriam ser os primeiros a proteger seus filhos, já causaram danos psicológicos aos menores, como ensinar a agredir uma menina, justificar que se machuque outra pessoa só por diversão e tantos outros atos que deixarão sequelas bem difíceis de recuperação.

Qual o verdadeiro limite entre brincadeiras e bullying? Cabe a cada pai, mãe ou qualquer outro adulto responsável por crianças apelar para o bom senso e para a maturidade, algo simplesmente ausente na cabeça dos Martin na hora de proteger os seus.


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  • Por Marcelo Rangel / Foto: Divulgação  


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