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Assuma o controle da sua vida12 min read

Muitos se acomodam com as situações que vivem e só percebem que é necessário mudar após algo grave acontecer. Aprenda como sair desta armadilha

Assuma o controle da sua vida12 min read

A pessoa vai à igreja, frequenta todas as reuniões possíveis, segue firme nos propósitos e leva tudo a sério. Entretanto, a vida parece que está sempre naquela estrada reta, sem graça e caindo na mesmice mais e mais a cada dia. Se isso nunca aconteceu a você, com certeza algum parente, amigo ou conhecido já foi vítima dessa situação.

Será que a pessoa é vítima mesmo? Na maioria das vezes, não. é que justamente por achar que faz o certo, mecanicamente, como se seguisse um manual de instruções, ela pensa que o sucesso é inevitável. Sim, lutar pelo que se deseja com o senso correto de prioridades é um dos grandes e imprescindíveis ingredientes da receita para ser bem-sucedido na vida – finanças, amor, trabalho, saúde, caráter e algo que afeta todos os outros se for mal conduzido: o espírito. Porém, sem um envolvimento real, ativo, que tire o indivíduo da passividade, não é de se surpreender que tanta gente caia naquela vidinha em que nada de interessante e bom acontece.

é como se alguém ligasse um piloto automático, dormisse no percurso e, ao acordar, parecesse que nem saiu do lugar, pois não presenciou e explorou o que ficava à beira do caminho, repleto de possibilidades e oportunidades.

De onde vem a passividade?

A modernidade também trouxe certos “gatilhos” para aprendermos, inconscientemente, a ser passivos. Muito de nossa vida prática hoje em dia se resume a apertar um botão, dar um clique numa tela e pronto. Não há mais um envolvimento em diferentes etapas para que se consiga algo.

Escolhe-se um prato instantâneo no lugar de uma comida bem-feita, um contato por um aplicativo no lugar de uma troca pessoal de diálogo, envios burocráticos de mensagens genéricas em vez de algo feito para uma pessoa em especial. Muitos acham que com Deus o negócio é parecido: clica-se em “esperar bênção” e a vida fica por isso mesmo, sem um compromisso real com o objetivo e com seu Provedor. E nada muda. Nunca.

Será que você mesmo não caiu nessa “armadilha confortável” da passividade sem perceber? Não está usando isso como desculpa para não seguir em frente ou, pior ainda, para desistir?

Bem, o primeiro passo de qualquer tratamento, seja físico, seja psicológico ou espiritual é sempre identificar a causa do problema. No caso que estamos falando seria descobrir onde “mora” o germe da passividade, o vírus que joga o ser humano no piloto automático que fica eternamente ligado.

O apresentador do programa Escola do Amor, da Record TV, Renato Cardoso, acerta bem no alvo nessa questão que enrola a vida de tantos: “Se você for esperar ter coragem para fazer algo, nunca fará. Primeiro, você tem que fazer algo corajoso, mesmo com medo. Daí, quando você vir que funcionou, terá mais coragem da próxima vez. E assim vai”, orienta.

A parte boa disso tudo é que muita gente acordou a tempo. Alguns já vivem a plenitude de uma vida real. Outros perceberam que desligaram o piloto automático e agora têm a direção nas mãos, imprimindo a velocidade e a força necessárias, no domínio de suas vidas.

Não à acomodação

Maria Eliene Ruas dos Santos, de 48 anos, de São Paulo, estava “anestesiada” em tudo na vida. Ela já frequentava a Universal, porém vivia na inércia, até que algo a despertou: Maria conheceu o grupo Godllywood, um projeto destinado a ajudar as mulheres a descobrirem sua verdadeira identidade. Com isso mudou atitudes e comportamentos, o que a levou a se aproximar de Deus – pois, sem que ela percebesse, era a distância dEle, embora achasse que estivesse perto só por frequentar a igreja, que emperrava sua vida. “Eu estava acomodada em vários sentidos. Um deles era a questão de moradia. Morava de aluguel e, como tudo era perto (trabalho, igreja, amigos), acabava aceitando o aluguel e ficava por ali mesmo”, conta.

Sem que Maria percebesse, estava em um “cativeiro confortável”, iludida pelas aparentes facilidades. Eis que, após algumas lições aprendidas no Godllywood, viu acender dentro de si potenciais até então ignorados, incluindo nisso uma forma diferente de ver o mundo e suas circunstâncias. “Apareceu uma oportunidade que eu não poderia perder. Era a chance de comprar o que sempre foi meu sonho: a casa própria”, revela.

Mas tudo tem um preço, até que Maria se deu conta de que isso não era exatamente um problema. “Consegui comprar meu imóvel, mas tive que sair da minha zona de conforto, porque era um lugar distante, longe de amigos, trabalho, igreja, etc. Disse a mim mesma que precisava sair daquela área que parecia confortável, não podia olhar só para os empecilhos, tinha que ter algo realmente meu”, afirma.

E foi o que ela fez. “Reagi, ignorei os fatos e fui em frente. Foram mais de 20 anos perdidos só esperando, quando, na verdade, era o medo que me impedia de dar esse passo”, conta.

Coração aprisionado sem grades

A paulistana Aline Neves de Souza, de 29 anos, estava em um cativeiro mais severo que Maria Eliene e ainda mais disfarçado de coisas boas. “Relacionei-me por três anos com um rapaz. Acontece que não tínhamos absolutamente nada em comum, mas, mesmo assim, decidimos namorar”, relembra.

Isso só complicou mais o que já era enrolado. “Antes dele tive três relacionamentos conturbados, completamente fracassados. E isso vinha de longe: nasci e cresci em um lar totalmente desestruturado, presenciando agressões físicas e verbais entre meus pais. Por causa das traições do meu pai me tornei muito desconfiada, insegura e inconstante. Acreditava que todos os homens eram iguais e que, assim como minha mãe sofreu, eu também sofreria”, diz.

Foi nesse pé que entrou o tal rapaz com quem ela achou não ter nada em comum, mas não era bem assim. “Eu era muito insegura, mas ele era mais do que eu, em razão de muitos traumas que também tinha e eu não sabia até então. Quando começamos a namorar, ele dizia que recebia telefonemas anônimos com ameaças, calúnias e mentiras a meu respeito e isso fazia com que a gente brigasse muito. Terminamos várias vezes, mas, como eu não me valorizava, sempre me humilhava e pedia para voltar”, confessa.

Era uma situação que parecia não ter fim, com agravantes. “Esse inferno permaneceu por meses. Eu já não aguentava mais aquilo, mas queria muito estar com ele. Só que éramos extremamente diferentes no jeito de agir e de pensar. Eu, muito agitada; ele, muito calmo. E isso trazia muitos conflitos”, detalha.

Os efeitos foram inevitáveis. “Depois de três anos já estávamos frios. Não havia mais aquele bom sentimento, mas comodismo. Sabe aquela frase ‘ruim com ele, pior sem ele’ (a frase mais mentirosa deste mundo)? Era assim que eu pensava”, explica.

E aquelas ameaças telefônicas? “De repente, sumiram. Mais tarde ele confessou que era tudo uma grande mentira para tentar descobrir algo de mim. Foi o meu fundo de poço. Tantos dias sem dormir, preocupada, triste e angustiada”, conta.

Depois disso a relação terminou? Não. Voltou à estaca zero. “Mesmo assim o perdoei e continuamos. Sempre o comodismo”, revela. Enquanto estava nesse piloto automático, não só a vida de Aline não andava como se encaixava naquele famoso caso de “um passo para a frente, dois para trás”. Até que ela conheceu as palestras da “Terapia do Amor”, quando acordou e alterou sua percepção da presença de Deus.

Aline mudou seu ponto de vista e entendeu seu valor. Percebeu que certas atitudes daquele homem não condiziam com as de um namorado de verdade. E também que suas próprias atitudes – ou a falta delas – não refletiam as de uma mulher de valor em um relacionamento real. “Hoje eu entendo que não era amor, mas medo de ficar sozinha. Entendi que eu não tinha que mudar meu namorado, mas a mim”, ressalta.

Como Renato Cardoso indicou, Aline partiu para a ação, depois veio a coragem. “Terminei aquele relacionamento. Foi a melhor coisa que fiz na minha vida”, comenta. O que lhe dá tanta certeza disso? “é que foi a partir dali que comecei a investir em mim. Faz dois anos que faço a ‘Terapia’. Aprendi a me amar, a valorizar o meu corpo e a me dar realmente o valor que eu merecia”, declara.

As amigas notam a evolução em sua aparência, nos cuidados com o físico e mais ainda no ar renovado que demonstra com um sorriso visível. “Aprendi que, para ser feliz com alguém, precisava primeiro aprender a ser feliz sozinha. E agora, depois de dois anos investindo em mim, estou pronta. Não tenho pressa nem ansiedade, pois Deus não demora, Ele capricha!”, finaliza.

Bullying conjugal

A costureira profissional Sheila Lopes Pereira viveu uma situação parecida com a de Aline, porém mais séria, pois o relacionamento era afetado por ser desvalorizada, além de por ela mesma, pelo namorado. Hoje com 46 anos, ela ouvia, quando tinha 20 e poucos anos, que era uma “caipira” – embora seja da capital –, um “bicho do mato” por causa de sua timidez. “Ele me chamava dessas coisas, dizia que eu tinha que me envolver mais com as coisas e as pessoas e fazia pouco caso de mim”, diz.

Os efeitos foram duradouros. “Fiquei por mais de 20 anos com essa impressão de mim, de que eu não era interessante, embora muita gente gostasse de mim. Eu até pensava em namorar, mas era tudo muito frustrante e logo eu desistia, como se aquilo não fosse para mim”, explica.

Sheila comparecia à Universal, mas não era assídua. “Entrei na igreja com sérios problemas de ordem sentimental, mas ainda me sentia desmotivada”, conta. Foram cinco anos nessa falta de atitude até que ela também conheceu a “Terapia do Amor”. Segundo ela, as palestras a despertaram para seu real problema. “Eu tinha muita ansiedade em relação à minha vida amorosa, o que me fazia deixar de me dar valor, o que, por sua vez, levava um homem a também me desvalorizar”, detalha.

A costureira sofreu muito até perceber, com a “Terapia”, que ninguém tinha culpa por seus erros. “Eu culpava muito quem me desvalorizava, mas minha visão da questão estava toda errada”. A partir disso começou a ser assídua às reuniões e palestras e desenvolveu uma proteção interessante. “Eu faço uma distinção que não fazia antes em relação às coisas que escuto. Esse ‘filtro’ não me deixa ser atingida como era antes”, ressalta.

Ao contrário de Aline, cujos pais viviam em contenda, os de Sheila não enfrentaram a separação. “Hoje, como vejo melhor as coisas que antes nem via, tenho nos meus pais um exemplo do que é um casamento duradouro, sempre juntos para o que desse e viesse, um exemplo de como honrar um cônjuge com caráter e respeito, sempre cuidando um do outro”, conta.

E quanto àquela antiga ansiedade? “Eu sonho, claro que sim, mas sem ficar ansiosa daquele jeito que tanto me atrapalhava”. E as outras pessoas percebem o resultado de tudo isso. “Eu mesma me valorizo e imponho meus limites para que outros não me desrespeitem. Me consideram hoje bem resolvida comigo mesma, me respeitam demais, o que, para mim, é o mais importante agora”, conclui.

O botão de controle

Em aviões o “piloto automático” é um comando que permite o piloto humano descansar enquanto a máquina faz a viagem. Por mais bem programada que seja, esta opção não está preparada para imprevistos. Em situações de emergência é preciso que o homem tome o comando. Contudo, o ser humano não veio com este botão acoplado. Você vai esperar ter de enfrentar algum desafio na vida para passar a assumir as rédeas dela?

Coragem é só o começo

Você entendeu que é preciso ter coragem para sair da inércia e começar a ter uma vida de verdade? í“timo. Mas isso é só o início de uma caminhada muito interessante – e vale muito a pena prestar atenção às lições que o caminho reserva. Além disso, as histórias dessas três pessoas que você acabou de conhecer têm algo em comum: nas palestras e reuniões, elas simplesmente perceberam o que tinham à mão, mas não usavam para conseguir mudar suas vidas e transformar seu interior. Eram “equipamentos” pessoais, como ferramentas, algumas enferrujando esquecidas num canto qualquer, outras mal utilizadas, com resultados sofríveis. Renato Cardoso faz mais considerações sobre esse “maquinário” completo que somos, mas muitas vezes não dominamos – e, por isso, a vitória não vem, embora tenhamos tudo para vencer:

“O ser humano é muito mais do que carne e ossos. Somos uma combinação de corpo, alma, espírito e mente. O corpo é nossa matéria física. A alma, nossa personalidade, quem somos. O espírito é o fôlego de vida dado por Deus, que une corpo e alma. A mente, nossa capacidade de absorver informações e raciocinar.

O veículo do corpo é a saúde. O veículo da alma são os sentimentos. O veículo do espírito é a fé. O veículo da mente é a inteligência. Saúde. Amor. Fé. Inteligência. Soa como uma vida completa, não é mesmo? Eis o porquê de muitas pessoas não vencerem na vida: uma parte delas ainda não entrou na luta. E como vencer se uma parte de você não está lutando? Sucesso e felicidade dependem da participação dessas quatro partes de você.

O problema é que a maioria não emprega todo o seu ser para lutar. As pessoas entendem bem a necessidade de cuidar do corpo e fazer o trabalho físico. Nem todas usam a mente para se educarem e desenvolverem a inteligência. Ainda menos pessoas entendem e dominam suas emoções. Quase ninguém sabe usar a fé. E, quando não usamos uma parte de nós, ela se torna um peso para as outras. Ou seja, as outras têm que compensar a falha da que não está sendo usada. Lembra daquele ditado que diz ‘quando a cabeça não pensa, o corpo paga’? é por aí.

Se você quer vencer suas guerras, superar suas adversidades, ter uma vida completa, então envolva e desenvolva tudo de você”, explica o escritor.


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  • Por Marcelo Rangel / Fotos: Fotolia e Demetrio Koch 


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