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As consequências das escolhas erradas4 min read

Nesta entrevista, o ator Felipe Cunha fala de seu personagem em Apocalipse

As consequências das escolhas erradas4 min read

As consequências das escolhas erradasA novela Apocalipse, da Record TV, tem mostrado cenas com situações do cotidiano de muitas pessoas e personagens polêmicos, que despertam no público uma reflexão tanto quanto às nossas atitudes como em relação ao nosso futuro.

Um desses personagens é o jovem Adriano Montana, interpretado na primeira fase da novela pelo ator Felipe Cunha. Ele é de família rica e poderosa, nasceu em Roma e vai morar em Nova York para estudar economia. é o típico “filhinho da mamãe”, sem muitas responsabilidades.

A primeira fase da trama, que se passa em 1987, mostra um jovem à frente do seu tempo. Fora de casa, a diversão do jovem mulherengo é conquistar mulheres. Na universidade, ele conhece Débora Koheg (Manuela do Monte) e seduz a moça. Eles têm relação sexual e ela acaba engravidando.

As consequências das escolhas erradasAdriano não tem intenção de manter um compromisso sério com Débora ou com o próprio filho, já que, para ele, tudo não passou de uma aventura. Contudo, o jovem é forçado pelo pai a se casar com a moça e a assumir a criança. “A cena em que Débora chega na casa dele e que os pais dele decidem que eles vão se casar é um momento claustrofóbico para Adriano. Ele tem uma sensação de estar preso, pois sabe que um filho pode acabar com seus planos de viver livre, leve e solto”, lembra o ator.

Nos próximos capítulos e ao longo da novela, o público acompanhará um casamento infeliz, cheio de traições e brigas e conhecerá melhor o anticristo, interpretado pelo ator Sérgio Marone.

O personagem

As consequências das escolhas erradasEm entrevista exclusiva à Folha Universal, o ator Felipe Cunha fala mais de seu personagem. “Adriano é jovem e quer aproveitar a vida. Tudo que ele faz é por impulso. O problema são as consequências das escolhas erradas”, afirma.

Ele explica que para viver Adriano foi preciso estudar o trabalho de seu colega de profissão Eduardo Lago, que vive o mesmo papel na segunda fase da novela. “Analisei as nuances do ator. Estudei bastante a figura do Edu, para que, quando o personagem fosse para outra fase, não houvessem mudanças drásticas. é difícil encontrar pessoas extremamente parecidas em faixas etárias tão diferentes. Tive o cuidado de conhecer com mais afinco o trabalho dele. A minha participação na novela é muito pequena. São apenas sete capítulos. Então, não queria mostrar muitas nuances para não confundir o telespectador. Eu optei por utilizar a essência do mal, que é a sedução. Adriano é aquele cara que seduz para conseguir qualquer coisa.”

Questionado sobre as semelhanças e diferenças entre ele e seu personagem, Felipe explica que às vezes procura algum ponto comum entre os dois, mas que não se identifica em nada com ele. “Geralmente, empresto algo meu para os personagens. O que consegui transferir para o Adriano foi o humor”, diz.

Experiência única

As consequências das escolhas erradasFelipe, que já participou de outras produções bíblicas na Record TV, diz que esse tipo de experiência em teledramaturgia é única. “Venho de outras novelas bíblicas da emissora, como Milagres de Jesus e Os Dez Mandamentos. Nesta última interpretei Jonas, líder hebreu, na segunda fase da trama. Esse trabalho me levou a ter contato com a Bíblia e tudo que meu personagem vivia na época. Eu me transportava para aquele momento e tinha a sensação de ter vivido como aquelas pessoas do passado, com uma fé maior, a fé em Deus.”

O ator se diz apaixonado pela Bíblia, um livro cheio de lindas histórias e particularidades. “Eu ainda não consegui ler o livro de Apocalipse inteiro, mas pretendo terminar, pois é muito rico em detalhes”, relata.

Felipe, que já encerrou sua participação na novela, comenta que a mensagem da trama é um alerta para as pessoas. “Acho que a humanidade tem memória curta. Nos esquecemos muito rápido do sofrimento. A novela mostra isso. Todos os dias um homem seduz uma mulher e a abandona com seu filho. Todos os dias vemos cenas de perseguição e estamos vivendo os desastres naturais. Tudo isso é muito real. Apocalipse está aí para abrir os olhos das pessoas para que haja tempo de consertarem seus maus hábitos”, avalia.

O público pode acompanhar Apocalipse de segunda a sexta-feira, às 20h40, na Record TV. A novela, que entrou em sua terceira fase, mostrará muitas maldades do anticristo.


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  • Por Maiara Máximo / Fotos: Munir Chatack  


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