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Alergia aos pólens4 min read

Alergia aos pólens

O que é alergia aos pólens?

Os pólens são os alergénios mais importantes do ambiente exterior que induzem sintomas de doença alérgica. A gravidade das manifestações alérgicas depende da quantidade de pólen libertado e da exposição do indivíduo durante a estação do ano específica; por isso, podem variar de ano para ano, sendo mais graves quando há níveis de pólens elevados.

No último século assistimos a um progressivo e surpreendente aumento da prevalência da rinite alérgica a pólenes, tendo passado de uma doença rara (descrita pela primeira vez em 1819 – designando-se na altura “febre dos fenos”, com apenas alguns casos identificados nos anos seguintes) para se tornar a condição imunológica mais frequente no ser humano, hoje em dia. De facto, a rinite é a mais prevalente das  doenças alérgicas e afeta atualmente cerca de 30% dos portugueses.

É comum a ocorrência de sintomas (mais frequentemente rinite e/ou conjuntivite, mas em cerca de 40% dos afetados também asma) em indivíduos sensibilizados ao pólen quando este se encontra em elevada quantidade no ar, tal como acontece em plena primavera. O termo “polinose” possui o mesmo significado clínico que a alergia aos pólens.

Tipos de pólens

Os pólens são grãos de pequeníssimo tamanho, microscópicos e, por isso, invisíveis ao olho humano, produzidos pelo aparelho reprodutor masculino das flores. A polinização consiste precisamente na libertação desses grãos para a atmosfera e se espalharem de forma a iniciarem o cultivo dessa espécie de plantas em outras localizações e dessa forma assegurar a manutenção e sobrevivência das espécies vegetais. Por isso, podemos encontrar pólens em quase todos os locais de ambiente exterior, uma vez que eles viajam muitos quilómetros com o vento e com as abelhas para propagar as sementes da espécie. Além disso, cada planta produz milhares e milhares de grãos de pólen.

As condições atmosféricas são determinantes para a maior agressividade dos pólens. A temperatura e humidade mais propícias à polinização ocorrem durante os meses de primavera e início de verão para a maioria das plantas. O vento, a temperatura elevada e o tempo seco favorecem maior gravidade de sintomas. Por outro lado, os períodos de chuva reduzem drasticamente os níveis de pólen. No entanto, é fundamental ter noção que nem todas as plantas polinizam ao mesmo tempo, nos mesmos meses.

Os principais indutores de sintomas de alergia são algumas espécies de árvores (como é o caso da oliveira, plátano, bétula), ervas (como é o caso da parietária, artemísia, plantago) e arbustos. O pólen das gramíneas, também conhecidas como fenos, é de longe o principal responsável por alergias respiratórias.

Ao contrário do que muitas vezes se pensa, o pólen de plantas com flores muito coloridas, ou de dimensões grandes (como é o caso do pinheiro) raramente estão implicados já que o seu tamanho dificulta a dispersão aérea e o atingimento das vias aéreas. Muitas vezes o que acontece é que o odor muito ativo de algumas destas plantas é que provoca sintomas, e que são interpretados como alergia. O pólen que provoca alergia é de tamanho microscópico, por isso, invisível ao olho humano

É muito importante o doente ter conhecimento de quais os pólens que lhe provocam alergia, para prever quais os meses em que terá sintomas, uma vez que a concentração de pólens de cada espécie tem épocas próprias, que dependem do seu ciclo de polinização influenciado por condições atmosféricas favoráveis.

Alergia aos pólens – sinais e sintomas

Os sinais e sintomas das reações alérgicas são muito semelhantes aos que ocorrem nos quadros de constipação ou infeção vírica das vias aéreas superiores e consistem em múltiplos espirros, pingo no nariz e congestão nasal, comichão no nariz e olhos e ocasionalmente tosse ou outros sintomas respiratórios.

As diferenças principais prendem-se com o facto de que nos casos de alergia, não surgir febre e, muitas vezes, estão presentes também os sintomas oculares (olhos vermelhos, olhos a lacrimejar, etc.); a tosse normalmente é seca, sem expetoração. Além disso, se apresenta sintomas que se repetem frequentemente no tempo ou com duração de muitos dias, é mais provável que se trate de alergia.

Algumas pessoas apresentam também alergia na pele, por exemplo se tiverem alergia às gramíneas e tocarem em relva ficam com manchas na pele e prurido (comichão); esta situação denomina-se urticária de contacto alérgica, mas não é muito frequente.

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