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A temida menopausa3 min read

Embora muitas mulheres desconversem, este é um assunto do qual não dá para fugir

A temida menopausa3 min read

A complexidade de ser mulher envolve muitas questões e não estou falando do fato de muitas experimentarem tudo o que há no guarda-roupa antes de sair de casa. Me refiro àquelas decorrentes de quando se é adolescente (ultimamente até antes) e “chega” a primeira menstruação.

Cólicas? Compulsão por doces? Inchaço? Raiva e chiliques sem razão? Esses são alguns dos muitos sintomas da conhecida tensão pré-menstrual (TPM). Mas o que já é difícil, acredite, pode ficar ainda mais complicado, porque outro temor é a menopausa. Ela mostra a que veio com suores excessivos, esquecimento, problemas para dormir, irritação a troco de nada e as tão comentadas ondas de calor que nem as férias no frio do Alasca seriam capazes de resolver. Os sintomas são tão intensos que muitas pensam que estão com alguma perturbação, possessão, loucura, instabilidade emocional ou algo do tipo, o que não é verdade.

Segundo o ginecologista Adolpho Kelm Júnior, de São Paulo, a menopausa é a falência do ovário caracterizada pela diminuição gradativa da produção de hormônios sexuais femininos (o estrogênio e a progesterona). Ele aponta que com as brasileiras o processo costuma acontecer entre os 48 e os 50 anos e esclarece que muitas confundem essa fase com o climatério. “O climatério é o período de transição que acontece antes da menopausa, quando há diminuição dos hormônios; a menopausa é confirmada após 12 meses sem menstruação”, explica.

Socorro!

Entre os sinais que mais incomodam, o médico destaca as famosas ondas de calor, a pele seca e a diminuição da libido e da lubrificação no ato sexual. O ginecologista cita ainda a perda da massa óssea e o aumento do colesterol, embora outros indícios, como suor noturno; distúrbios do sono, como insônia ou sono agitado; ansiedade; irritabilidade; melancolia; depressão; alteração de humor; dificuldade de concentração; e ganho de peso – sim, ele mesmo – também possam aparecer. A avaliação de um especialista e a realização de exames periódicos são muito importantes.

O que fazer?

A perda de massa óssea, por exemplo, pode ser resolvida com a adoção de uma alimentação saudável e de exercícios físicos de resistência muscular, como musculação, hidroginástica ou caminhadas a passos rápidos. O ideal é começar o quanto antes.

O médico também recomenda a inclusão da soja na alimentação. “Rica em isoflavona, a soja tem precursores dos fitohormônios que ajudam na produção de estrógenio”, diz. Estudos mostram que mulheres asiáticas na menopausa sofrem menos os efeitos do climatério e que isso estaria associado não apenas a seu estilo de vida, mas à alimentação rica em produtos à base de soja.

O melhor a fazer é procurar seu ginecologista e perguntar qual a melhor forma de passar a fase sem tanto terror e sofrimento.

Um bate-papo entre amigas

De maneira descontraída, Evelyn Higginbotham, uma das colunistas do blog de Cristiane Cardoso, esclarece e ilustra algumas situações que mulheres que enfrentam a menopausa conhecem muito bem. Ela também fala em causa própria. “Não zombe quando ela se abanar com o primeiro pedaço de papel que achar pela frente. Não tire a conclusão de que necessita de medicamentos antipsicóticos só porque ficou muito ansiosa ou o seu coração palpitou mais forte. Não insista que ela precisa de orações fortes para a libertação por causa do sintoma de insônia ou porque sente sensações estranhas na pele que veem e desaparecem após alguns minutos.” Ficou curiosa para saber mais? Para conferir essa e outras postagens no melhor estilo “papo entre amigas”, não deixe de acessar cristianecardoso.com.

O Godllywood visa auxiliar mulheres em toda e qualquer situação, desde que ela deseje realmente ser auxiliada e moldada para uma mulher melhor. Conheça mais sobre o grupo e saiba como participar dos projetos clicando aqui.


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  • Por Flavia Francellino / Foto: Fotolia 


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