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A ansiedade faz parte do seu cotidiano?10 min read

Pense bem antes de responder à pergunta acima. O transtorno de ansiedade pode comprometer sua saúde. Confira quais sinais mostram que a sua preocupação se tornou excessiva

A ansiedade faz parte do seu cotidiano?10 min read

A ansiedade faz parte do seu cotidiano?O excesso de preocupações começou a afetar a vida de Bruna Vieira Candido (foto ao lado), de 22 anos, em 2014. O primeiro problema do ano foi um desentendimento com o pai, o que a deixou incomodada. Ela também se sentia angustiada com a situação da mãe, que enfrentava dificuldades para pagar as dívidas geradas por um antigo negócio.

“Meus pais estavam a ponto de se separar, foram acontecendo várias coisas e minha mãe me contava todos os problemas”, diz. Bruna explica que as tensões foram aumentando e o desespero e a insegurança dela também. “Todo dia tínhamos brigas dentro de casa”, relembra.

Para agravar ainda mais a situação, o pai e o irmão de Bruna ficaram desempregados. “Eu me vi na responsabilidade de pagar as contas de casa e isso me preocupava demais”, afirma ela, que passou a ter dificuldades para se concentrar e para dormir.

Problemas físicos

A ansiedade de Bruna gerou outros problemas, como falta de ar e dores no estômago. “Comecei a ficar com a imunidade baixa e aí veio a sinusite. Passava mal no trabalho e sempre ia para o hospital.” Ela começou a tomar remédios para combater uma bactéria no estômago. “O médico disse que era crise de ansiedade. Ele perguntou se minha rotina era muito estressante e falou que eu tinha que me acalmar.”

Os problemas também se estendiam à vida sentimental e Bruna terminou o namoro. O ponto mais crítico foi quando ela recebeu a notícia da demissão. “Minha vida virou um caos. Era como se estivesse em um quarto sem porta”, analisa.

Um mal que atinge a sociedade

A ansiedade faz parte do seu cotidiano?Os pensamentos e sintomas vivenciados por Bruna estão relacionados à ansiedade, problema que já atinge 9,3% dos brasileiros, número três vezes maior do que a média mundial, que é de 3,6%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil é o País com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo.

Além de gerar problemas de saúde e comprometer a qualidade de vida do indivíduo, o problema também provoca danos para toda a sociedade. A OMS estima que, a cada ano, as consequências dos transtornos mentais gerem perda econômica de US$ 1 trilhão no mundo todo.

Em geral, a ansiedade surge quando precisamos enfrentar alguma situação nova ou que gere uma ameaça, real ou imaginária, explica o médico e psicólogo Roberto Debski, diretor da Clínica Ser Integral, de Santos (SP). Ele pondera que, em nível adequado, a ansiedade “nos mobiliza e ajuda a enfrentar a situação”. O problema é quando ela se torna muito intensa e crônica.

“A ansiedade varia em graus, desde o sintoma comum a todos até as formas incapacitantes de transtorno de ansiedade e de pânico.” De acordo com o especialista, pessoas ansiosas apresentam inquietude, medos, preocupações e pensamentos repetitivos nos assuntos que causam a ansiedade. “Quando a pessoa não encontra maneiras de lidar com as preocupações, ela pode se tornar insegura, temerosa e seus sintomas vão aumentar, agravando o caso até que a situação se torne intensa e incapacitante”, alerta. “A ansiedade pode desencadear outros transtornos, como a hipertensão arterial, alterações do sono e da sexualidade e doenças psicossomáticas, como a gastrite e a colite.”

A virada de Bruna

Depois de vários meses sofrendo de ansiedade, Bruna começou a pedir conselhos de amigos e parentes. “Queria resolver a situação logo, estava angustiada.” Ela já havia conseguido outro emprego, mas a ansiedade não passava. No fim de 2014, Bruna buscou a fé para se fortalecer. “Procurei o pastor da minha igreja e ele me falou que sozinha eu não resolveria todos os problemas da minha família. Percebi que tinha que resolver a situação dentro de mim”, relembra. “Busquei o grupo Godllywood (grupo da Universal que realiza reuniões e atividades focadas na valorização da mulher) e comecei a fazer as tarefas sugeridas. Mudei meu foco, deixei de pensar só em problemas e fortaleci minha fé”, acrescenta.

No início de 2015, ela conta que fez um planejamento mensal do que faria durante aquele ano. Foi o pulo do gato para manter o foco, garante. “Hoje consigo enxergar os problemas como uma oportunidade de me aproximar mais ainda de Deus”, conclui.

Pressões

A ansiedade faz parte do seu cotidiano?A ansiedade pode estar relacionada a diversos fatores. Problemas econômicos, mudanças sociais e traumas de infância mal resolvidos podem estar ligados ao excesso de ansiedade, como explica a psicóloga Fernanda de Albuquerque Fontes, do Rio de Janeiro (RJ). “Hoje a ansiedade é muito comum entre pessoas de 18 a 30 anos, até porque existe muita competitividade no mercado, há muitos jovens desempregados e isso gera preocupação. Conforme a tecnologia avança, o mundo exige que as pessoas façam cada vez mais coisas ao mesmo tempo. Também existe a preocupação com a autoimagem e os likes nas redes sociais”, avalia.

A psicóloga diz que é importante dar atenção aos sinais do corpo que mostram que algo não está bem. “Os primeiros sinais surgem quando a pessoa não consegue dormir, tem uma angústia que não sabe de onde vem e começa a passar por um sofrimento psicológico muito grande. Muitos pensam que é besteira, mas a saúde mental rege todo o corpo. Se a mente não está bem, o corpo vai adoecer. Por isso, é importante procurar um especialista”, afirma a psicóloga.

Como resolver?

A solução para a ansiedade é encontrar equilíbrio nas atividades do dia a dia. Em meio às pressões, cada pessoa deve estar atenta aos próprios pensamentos, sensações e atitudes para identificar possíveis problemas antes que eles tomem conta da mente e do corpo.

“Se a pessoa tem sintomas de ansiedade, ela precisa identificar que aquilo não é normal e que ela precisa fazer uma mudança. Hoje, existem faculdades que oferecem tratamento psicológico gratuito. Durante as crises de ansiedade, é importante respirar fundo e lentamente, tomar água, evitar ficar sozinho e buscar apoio de familiares e amigos”, recomenda Fernanda de Albuquerque Fontes.

Roberto Debski lembra que mudanças no estilo de vida, como as que Bruna fez, aceleram os resultados. “Atividade física regular, alimentação natural e balanceada, sono saudável e reparador, mudanças de hábitos, hobbies e atividades sociais transformam a maneira como as pessoas vivenciam seu dia a dia e trazem mais saúde, bem-estar e qualidade de vida”, conclui.

O especialista ainda recomenda psicoterapia, técnicas de respiração e opções de medicina complementar já oferecidas pelo Sistema Único de Saúde brasileiro, como acupuntura, homeopatia e medicamentos fitoterápicos, que devem ser prescritos por um especialista.

Acometido na juventude

A ansiedade faz parte do seu cotidiano?A ansiedade acompanhou boa parte da vida de Leandro Rodrigues (foto ao lado), de 32 anos. Aos 11 anos, o excesso de preocupação surgia até em atividades de lazer. “Quando ia jogar bola, o coração pulsava forte e eu não atuava bem.”

A preocupação afetava sua rotina diária e também os seus relacionamentos. “Eu tinha muita pressa, não dormia bem, estava sempre preocupado, nervoso, não comia direito”, diz. Leandro se casou aos 16 anos e teve um filho aos 18 anos, mas se separou logo depois.

Ele também perdeu oportunidades de trabalho por causa da ansiedade. “Eu ia mal em entrevistas, gaguejava.” Para tentar aliviar o problema, ele chegou a abusar do álcool.

Aos 22 anos, Leandro buscou a fé para combater a ansiedade. “A Bíblia fala que a gente não deve andar ansioso pela nossa vida.” Aos poucos, ele conta que aprendeu a ter mais paciência e equilíbrio. “Mudei minha forma de pensar, meu comportamento.”

Hoje, ele participa do grupo Força Jovem Universal, trabalha e tem tempo para ficar com a esposa, Daiane. “Antes eu tinha um vazio no coração, mas ele foi preenchido pelo Senhor Jesus. Não me preocupo mais”, finaliza.

Preocupação com o trabalho

A ansiedade faz parte do seu cotidiano?Michele Aragão Dutra de Macedo (foto ao lado), de 25 anos, costumava colocar todas as suas energias no trabalho. “As pressões me deixavam estressada, eu ficava muito ansiosa com o dia de amanhã. Perdia o foco de outras coisas”, relembra.

O trabalho era a parte mais importante de seu dia, mas a crença desmoronou quando Michele perdeu o emprego.

“Eu não estava confiando em Deus e fui acumulando muitas coisas. Sentia mágoa do meu ex-chefe, queria fazer faculdade e ficava pensando em como pagaria”, detalha. Por causa da ansiedade, ela passava as noites acordada e não saía de casa.

Quando a situação ficou insustentável, ela buscou ajuda no Godllywood. “Percebi que estava com o coração no lugar errado. Com as tarefas do grupo, mudei meus hábitos. Passei a orar antes de dormir, comecei a acordar cedo e a focar no que eu queria. Decidi estudar em casa e procuro ocupar minha mente.”

Ela ainda redescobriu a pintura, um antigo hobby. “Depois da crise de ansiedade, foquei na pintura. Criei um site e consegui até divulgação em um programa de TV”, detalha ela, que hoje atua como artista plástica.

As contas tiravam seu sono

A ansiedade faz parte do seu cotidiano?Durante cinco meses, a empresária Bruna Andrade (foto ao lado), de 23 anos, sofreu com falta de ar e sensação de sufocamento. No início, ela não deu muita importância. Depois, percebeu que os sintomas apareciam sempre que ela pensava nas contas atrasadas. “Eu ficava agoniada e sem fôlego, suando frio e o coração palpitava muito rápido”, conta. “Meu marido estava preocupado, pois eu sempre acordava no susto”, afirma ela, que tem um filho de 1 ano.

Bruna foi ao médico e, depois de algumas perguntas e exames, recebeu o diagnóstico: estava com crise de ansiedade. “Eu pensei: ‘não vou deixar isso me controlar’. Quando vinha a crise, começava a pensar em outras coisas, pedia a ajuda de Deus e respirava mais fundo. Imaginava que a situação já estava sendo resolvida”, detalha.

A prática da respiração profunda e as orações ajudaram Bruna a recobrar a tranquilidade. “Descobri que não poderia resolver as coisas se estivesse desesperada”, diz. Ela encontrou na confeitaria uma nova atividade de trabalho e forma de quitar as dívidas.

A diferença após o Jejum de Daniel

A ansiedade faz parte do seu cotidiano?Um relacionamento de altos e baixos levou Geiza Jesus dos Santos (foto ao lado), de 22 anos, a ter uma crise de ansiedade em 2014. “Os primeiros dois meses de namoro foram muito bons, mas depois a gente terminava quase toda semana. Fiquei ansiosa e comecei a evitar os amigos”, lembra. Após o fim do namoro, ela conta que a angústia aumentou. “Não conseguia dormir, sentia um medo misturado com a falta da pessoa. Comecei a ter fortes dores no corpo, pensava em morrer.”

Geiza deixou o trabalho e faltava na escola. “Fiquei cada vez mais triste, sem perspectiva.” Ela passava o dia no quarto e várias horas nas redes sociais. “Ouvia músicas melancólicas e entrava no Facebook para ver o perfil do meu ex-namorado.”

Um dia, ela ouviu algo diferente no rádio. “Alguém mudou de estação e ouvi o programa The Love School.Parecia que estavam falando comigo. Depois, escutei o anúncio do Jejum de Daniel e resolvi fazer.”

O Jejum propõe que as pessoas evitem o excesso de informações e busquem uma aproximação com Deus. Geiza aceitou o desafio. “Desliguei o celular e deixei na casa da minha tia, ele ficou 16 dias desligado. Fazia orações e participava do grupo de jovens da Universal. Comecei a sair de casa para ajudar outras pessoas e a inquietação foi diminuindo.” Após um mês, a insônia desapareceu. Aos poucos, Geiza aprendeu a controlar a ansiedade. “Hoje, faço faculdade, trabalho, não imaginava que tinha tanto potencial.”


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  • Por Rê Campbell / Fotos: Fotolia, Demetrio Koch e Marcelo Alves / Arte: Edi Edson 


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