Notícias | 05.28.2017 - 3:05 am


Timidez que atrapalha4 min read

Dificuldade em se comunicar prejudica relacionamentos profissionais e pessoais, incluindo vida amorosa e até mesmo contatos cotidianos. Mas há como sair dessa

Os tímidos sabem muito bem: a dificuldade em se expressar e travar contato com as pessoas rende mal-entendidos e atrapalha a evolução pessoal e profissional. Mas nem tudo está perdido, pois não é preciso se sentir “vítima” da timidez. Acompanhamento profissional e se policiar diante de situações que podem parecer comuns para uns, mas desafiadoras para outros, rendem frutos que deixam aqueles dias acanhados para trás.

O coach e administrador Daniel Lustig, de São Paulo, concorda que esse comportamento mais arisco causa danos bem sérios. “Atrapalha e muito”, explica, “pois a timidez e a dificuldade no relacionamento interpessoal têm efeitos negativos diretos na performance em várias situações”. Por exemplo, no campo da carreira, segundo ele, “prejudica em negociações com clientes e fornecedores, na busca pelo crescimento profissional alcançando cargos de liderança e até mesmo na qualidade de vida no ambiente de trabalho, na relação com colegas e superiores”.

Mas a situação é extremamente danosa muito além do trabalho, aponta Daniel. “Essa timidez e dificuldade de interação pessoal podem atrapalhar até as relações afetivas e familiares. Uma pessoa que tem medo e resistência de sentar para uma conversa com seu marido ou esposa para discutir um problema simples do dia a dia pode transformar algo pequeno e de fácil solução em algo muito maior e prejudicial à relação.”

Há solução

E como alguns tímidos “consertam” isso e chegam a realizar suas metas de vida? é que “o problema se manifesta em diferentes níveis nas diferentes pessoas, ou seja, umas conseguem disfarçar mais, outras, menos – e algumas não conseguem de forma alguma”, esclarece o coach. “Mas recomendo fortemente que não tentem só disfarçar, mas corrigir o problema, desenvolvendo suas habilidades pessoais com ajuda profissional”, opina Daniel.

Outro problema recorrente é o risco de má interpretação por quem enxerga o tímido (ou apenas mais contido, mais reservado) de fora: confundir seu comportamento. Entretanto, Daniel não recomenda esperar pela compreensão alheia. “Na maioria das vezes acredito que se trata de um caso de timidez e não de arrogância. Contudo, infelizmente, não se pode esperar que essa preocupação e ajuda parta do outro. Por isso é tão importante que a própria pessoa procure ajuda antes de ser mal interpretada”.

Para isso, ele dá dicas bem interessantes que já funcionaram para muita gente que antes não buscava ajuda, continuava a sofrer e com isso perdia oportunidades de melhorar a qualidade de vida, apesar de às vezes até ser inteligente ou ter ótima formação. As sugestões servem tanto para quem vai se comunicar com uma pessoa só como com um grupo:

O medo e a timidez não são exclusividade sua – Até mesmo os oradores mais admirados têm suas inseguranças e dificuldades. Sempre é possível desenvolver suas habilidades de comunicação e preparar-se para enfrentar de cabeça erguida as situações.

Evite imaginar o que pode dar errado – Parte das causas do temor das interações pessoais vem de sua cabeça. Imaginar e tentar, em vão, se antecipar a possíveis tropeços só causa mais ansiedade e bloqueios para uma comunicação eficiente. Ocupe esse tempo e sua mente em preparar o seu melhor.

Repasse mentalmente o começo – Pratique mentalmente as primeiras falas da apresentação ou conversa. Dessa forma, cria-se uma boa primeira impressão e uma boa conexão, o que faz com que se sinta mais seguro, menos ansioso.

Para o público ou o ouvinte, você é aquilo que aparenta ser – No momento da interação pessoal você é aquilo que o receptoracredita que você seja pelo que ele está recebendo. Não importam seu histórico, sua formação ou sua experiência se você apresentar um discurso fraco. Procure manter uma postura confiante, esteja preparado para as perguntas e mostre verdade no que você fala.

Procure ajuda profissional – Todas essas habilidades e capacidades podem ser aprendidas, desenvolvidas e potencializadas com a ajuda de um especialista. Os efeitos em sua rotina na vida profissional e pessoal serão profundos, percebidos rapidamente e duradouros.


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  • Por Marcelo Rangel / Foto: Fotolia 


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