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Quem é Arioque na novela O Rico e Lázaro?4 min read

Felipe Cardoso fala como é viver o personagem na produção da Record TV

Quem é Arioque na novela O Rico e Lázaro?4 min read

Com pouco mais de um mês de exibição, a novela O Rico e Lázaro vem mostrando a cada capítulo a riqueza de seus personagens. A produção ambientada seis séculos antes de Cristo é a terceira em que a Record TV se inspira na Bíblia. Ela conta a época em que os hebreus perdem as conquistas de Moisés e Josué e mostra a ascensão da Babilônia. Nesse contexto surge o personagem Arioque. Guerreiro disciplinado e sério, ele é filho de nobres e foi levado ao império babilônico muito jovem. Lá, fez uma brilhante carreira militar e tornou-se o capitão da guarda de Nabucodonosor. Leal ao rei, o capitão não hesita em cumprir as ordens do monarca com obediência cega, por mais esquisitas ou cruéis que possam parecer. Por toda a Mesopotâmia, Arioque é tido como invencível.

Vivendo o guerreiro

Quem está dando vida a esse personagem emblemático, criado especialmente pela autora Paula Richard para compor a trama, é o ator Felipe Cardoso. Aos 39 anos, ele já é conhecido por ter participado de outras produções da Record TV. “A minha relação com a emissora é antiga, desde Alta Estação, de 2006. Também participei das minisséries bíblicas Sansão e Dalila e José do Egito. Entre uma produção e outra fiz a novela Ribeirão do Tempo. Depois desse trabalho, acredito que os diretores olharam com mais carinho para mim e acreditaram que eu poderia me encaixar nessa engrenagem. Eu fiz Os Dez Mandamentos e pedi para fazer o que viesse depois. A direção achou melhor que eu descansasse, mas, quando surgiu a oportunidade, o Edgar (Miranda, diretor-geral de O Rico e Lázaro) viu um personagem que cabia para mim”, conta.

O personagem
Para compor o guerreiro hábil com a espada, o arco e a lança, Felipe passou por uma preparação especial. “Foram quase quatro meses de aulas de luta marcial, aprendendo e manuseando duas espadas, com uma equipe especial, com dublês e coreógrafos. Além de ensaiar, as lutas eram realmente coreografadas para que esse comportamento com a espada marcial se tornasse algo natural. Uma coisa é ensaiar e outra é fazer durante a gravação. Isso é muito rico para a construção do Arioque, um personagem muito bem escrito pela Paula e criado para representar a sociedade militar daquela época. Ele pode não concordar com uma ordem, mas jamais vai questioná-la, porque foi criado dentro dessas condições”, reflete.

De acordo com Felipe, muitas situações ainda devem acontecer na vida de Arioque. “Ele é daquelas pessoas que foram criadas junto com o rei e se torna um pouco irmão e parceiro psicológico dele. Ele tem uma importância de representar a realeza. Agora, com a morte de um hebreu, ele vai representar a investigação na Babilônia, junto com o Nebuzaradã (Bruno Daltro), que é uma espécie de aluno dele. O coração de gelo do Arioque também poderá ser tocado depois que a adivinha Shag-Shag (Cássia Linhares) fizer uma revelação a ele”, adianta.

Respeito ao tema

Por ter começado a atuar os 12 anos, Felipe já trabalhou em diversos tipos de produção e com os mais variados temas. Mas, para ele, participar de uma novela bíblica é algo maravilhoso em todos aspectos. “Hollywood já fez Spartacus e Moisés dezenas de vezes e lá esses temas são reconhecidos há muito tempo, além de serem históricos e informativos. Acredito que a grande diferença seja o formato, o respeito pelo texto e a dimensão da obra. Ela precisa ser conduzida com muito cuidado, pois há personagens que são históricos e se trata de um grande desafio para os atores. Porém, o apelo acaba sendo outro e a energia é completamente outra”, explica.

Na avaliação do ator, fazer parte de uma produção como O Rico e Lázaro também mexe com o lado espiritual dos atores, além de ser edificante para os espectadores. “Ninguém faz uma obra que fala de Deus sem ser tocado. Todo ator em seu ofício está ciente disso. Somos tocados com mensagens que os colegas dizem por meio de seus personagens. Para quem acompanha O Rico e Lázaro não é diferente. Acredito que o público está ganhando muito em poder assistir uma novela que não fere os valores das famílias. O meu pai, por exemplo, nunca tinha visto novela antes de Os Dez Mandamentos e hoje me assiste. Tem um lado edificante para todos nós. Meu desejo é que todo ator tivesse um dia da minha vida e participasse de uma obra como essa”, conclui.


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  • Por Eduardo Prestes / Fotos: Munir Chatack  


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