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Qual o limite da autoconfiança?4 min read

O excesso dessa característica pode prejudicar sua carreira. Saiba o que é preciso fazer para tê-la na medida certa

Ser autoconfiante na profissão é indispensável. é essa característica que contribui para o profissional se desenvolver, motivando-o a acreditar no seu próprio potencial até alcançar a realização dos seus objetivos.

Profissionais que possuem autoconfiança nas habilidades que são de sua competência apresentam mais resultados, estão sempre em busca de evolução e reconhecem seus pontos de melhoria. Contudo, se esse comportamento for exagerado, pode esconder diversas características negativas, como a insegurança. “Há profissionais que escondem suas falhas, seus medos e sua falta de capacidade tendo autoconfiança exagerada. Esses, na verdade, possuem baixa autoestima e, com isso, não conseguem produzir aquilo que prometem”, destaca o master coach José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching.

O fato de o autoconfiante não reconhecer suas reais limitações também traz malefícios para sua produtividade. Ele acaba sendo compelido a tomar atitudes sem estar devidamente preparado e, com isso, deixa de apresentar os resultados esperados para a empresa.

Quando o profissional está em posição de destaque esse comportamento pode ser mais nocivo. Isso porque ele não obedece às ordens e não aceita críticas, colaborando para o surgimento de adversidades até mesmo no relacionamento com a equipe. “Ele pode desestabilizar o ambiente, uma vez que sua postura aparenta arrogância e causa desarmonia no grupo. Por ele esconder uma série de pontos de melhoria, acaba tendo queda na produtividade”, aponta Marques.

Por causa dessa imagem negativa, ele também pode parecer autoritário até nas negociações com clientes, prejudicando a venda de produtos ou o fechamento de contratos, por exemplo.

Outro fator associado ao excesso de autoconfiança é a acomodação do profissional. A sensação que ele tem de estar sempre satisfeito e em domínio pleno da função que desempenha acaba impedindo-o de enxergar progressos em sua carreira. “Quando a autoconfiança está ligada a esconder essas fraquezas pode gerar estagnação. O profissional tende a buscar uma zona de conforto que, ilusoriamente, atende às suas necessidades e ao ponto aonde ele pode chegar”, diz o especialista.

Equilíbrio é fundamental

Se perceber que a autoconfiança está passando do limite, é hora rever as atitudes. “é preciso saber mudar quando os resultados da autoconfiança atrapalham seu desenvolvimento, sua busca por ascensão e até seu relacionamento com os colegas”, defende Marques.

O autoconhecimento é fundamental para que se tenha equilíbrio. “O profissional deve buscar metodologias que façam com que ele se conheça interiormente – admita tanto seus pontos fortes quanto os de melhoria – e trabalhe seu comportamento para que haja congruência entre sua postura e suas competências”, ensina.

é fato que a ousadia é um fator preponderante para o desenvolvimento em qualquer carreira. Porém, é essencial usá-la com prudência para não se expor a riscos sem analisar a real situação.

Além disso, ao se identificar os riscos antes de executar um trabalho, se estabelecem medidas para que eles sejam prevenidos ou superados mais facilmente.

Para saber qual a dose certa entre ser autoconfiante e ser “convencido” é preciso ter humildade. Entretanto, tenha cuidado para que essa virtude também seja equilibrada, já que ela também em demasia pode fazer com que o seu crescimento seja inibido e bloqueado.

Na prática, é necessário saber a complexidade das funções que desempenha sem menosprezá-la e sem superestimar suas habilidades. Dessa forma, estará reconhecendo que terá de ultrapassar inúmeros obstáculos para alcançar os objetivos.

Sendo assim, mesmo que conheça muito o seu negócio próprio ou trabalho, deve aceitar que as mudanças e novidades são bem-vindas para o seu crescimento e que é preciso ser flexível para se adaptar a elas. “Um profissional deve ser autoconfiante apenas dentro das suas habilidades reais para poder estar sempre em contínua melhoria. Assim, acaba assumindo seus verdadeiros valores, dons, talentos, competências, além das capacidades a serem ainda desenvolvidas”, completa o especialista.

Na dose certa

1- Seja autocrítico diante de sua postura profissional

2- Analise a situação antes de tomar uma atitude, mesmo que pense já conhecê-la

3- Reconheça seus pontos fracos e estude como eles podem ser melhorados

4- Permita-se estar sempre aprendendo algo que acrescente à sua profissão

5- Seja seguro de suas atitudes de forma serena, autêntica e tranquila

6- Relacione-se com os colegas de maneira cordial, mostrando-se aberto a aprendizados

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  • Por Janaina Medeiros / Foto: Fotolia 


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