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Prática de artes marciais chega ao FJU do Distrito Federal3 min read

Evento do início das aulas reuniu mais de mil pessoas. Confira

Prática de artes marciais chega ao FJU do Distrito Federal3 min read

As artes marciais existem há centenas de anos e trazem muitos benefícios para os seus praticantes. Mais do que um exercício físico, elas proporcionam o aprendizado do respeito, da disciplina e do autocontrole.

A Força Jovem Universal (FJU) entende a necessidade de oferecer a prática esportiva à juventude e por isso realizou, no último dia 7 de maio, a abertura das artes marciais no Distrito Federal. O evento contou com a presença de mais de mil jovens e renomados profissionais e mestres da área, como Paula Amidani, que é professora e campeã brasileira de wushu, Alexandre Ferreira dos Santos, coordenador do Grupo Arte Luta Brasil de Capoeira, e Admilson Rosa, o Juquinha, mestre de jiu-jitsu e dono de uma das academias mais conceituadas da cidade.

“A intenção principal é atrair jovens de todas as idades para a prática saudável do esporte e também formar campeões”, afirma Stanley Souza, professor que dará continuidade ao projeto. Ao todo, foram ativadas sete categorias de luta: muay thai, taekwondo, jiu-jitsu, judô, karatê, capoeira e boxe.

Confira abaixo a matéria desse momento especial:

Desde o seu início, o FJU tem o esporte como um dos principais instrumentos para inclusão social e não faltam relatos de jovens que mudaram o seu futuro ao ingressar no grupo. “Cheguei ao Força Jovem por meio do esporte, em 2009, e nunca mais saí. Foi um marco na minha vida, pois eu tinha depressão e desejo de suicídio, e posso dizer que essa iniciativa salvou a minha vida”, conta Felipe Matos, de 21 anos.

Para o professor de jiu-jitsu Tiago Pinho, a disciplina promovida nas lutas ajuda a aproximar os jovens de Deus. “Por meio da prática, podemos eliminar a chance de jovens se interessarem pela vida do crime”, acredita.

Durante o evento, foi possível encontrar também histórias de superação, como a de Cleuson da Silva Costa (foto ao lado), de 25 anos, atleta paralímpico, que já nasceu deficiente, sem as pernas. “Eu me distanciava das pessoas com medo de ser maltratado por ser cadeirante. Tinha complexos. Mesmo assim comecei a praticar corrida em cadeira de rodas. Treinava 3 vezes na semana. Tive a oportunidade de participar de campeonatos e conhecer outros esportes, como basquete, badminton, entre outros”, conta. Por meio da sua dedicação, ele foi selecionado para competir na República Tcheca, em 2010, em várias práticas esportivas. Apesar de ter ficado entre os três melhores do mundo, decidiu desistir do esporte.

Contudo, após conhecer o FJU, o jovem atleta conseguiu enfrentar e vencer os seus problemas pessoais e encontrou amizades verdadeiras, que o incentivaram a voltar para o esporte. “Sabia praticar apenas corrida e basquetebol, mas um dia vi um vídeo de uma pessoa com uma deficiência mais complicada que a minha fazendo karatê e decidi que iria praticar uma luta. Me convidaram para esse evento e hoje foi o meu primeiro dia praticando o jiu-jitsu.”

Ele acrescenta que foi muito bem recebido no grupo, sem nenhum preconceito, e acredita que a iniciativa vai ajudar muitos a superarem os seus limites. “Minha maior motivação é mostrar para os que estão sofrendo que, assim como eu venci, mesmo sendo cadeirante, todo jovem também pode vencer. Aqui, somos uma família.”

Veja abaixo a galeria de fotos do evento:


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  • Por Rafaella Rizzo / Fotos: Mídia DF 


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