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Freira ajudava dois padres que estupravam crianças3 min read

A religiosa Kosaka Kumiko e os padres Nicola Corradi e Horacio Corbacho estão presos sob acusação de abuso sexual de crianças surdas na Argentina

Freira ajudava dois padres que estupravam crianças3 min read

A Argentina registrou o mais recente escândalo de abuso sexual de crianças envolvendo a igreja católica na América do Sul. No início de maio, uma freira foi presa em Mendoza sob acusação de entregar crianças com deficiência auditiva do Instituto Provolo a padres estupradores e encobrir os crimes.

A japonesa Kosaka Kumiko (foto ao lado), de 42 anos, chegou à instituição em 2007 e durante vários anos teria sido cúmplice dos crimes cometidos no local.

A freira foi presa depois de um mês foragida. Ela é acusada de abuso sexual e corrupção de menores. Em meados de maio, a Justiça considerou que existe prova coerente e convincente para que a religiosa permaneça presa até o julgamento, segundo o jornal argentino “Clarín”.

Padres presos

O caso dos estupros no Instituto Provolo ganhou destaque no fim de 2016, quando a Justiça prendeu os padres Nicola Corradi (foto ao lado), de 83 anos, e Horacio Corbacho, de 56, acusados de abuso sexual contra crianças com idades entre 5 e 12 anos. Há ainda outros três detidos: o zelador Luis Ojeda, de 50 anos, o assistente Jorge Bordón, de 55, e o jardineiro Armando Gómez, de 46.

O padre Corradi, que era responsável pela escola e pelo albergue do instituto, também acumula denúncias de estupro de crianças na Itália, de onde partiu nos anos 60, segundo os jornais “Clarín” e “El País”.

Os religiosos Corradi e Corbacho são acusados por mais de 27 vítimas e 40 testemunhas por abusos sexuais e corrupção de menores de idade entre os anos de 2005 e 2016.

Ela escolhia vítimas

Segundo o processo, a freira Kosaka Kumiko é acusada de escolher as crianças mais vulneráveis para serem entregues aos estupradores. “Ela as golpeava sistematicamente e a mais submissa era entregue aos violadores. Quem se rebelava era salvo dos abusos”, disse ao canal de notícias TN o advogado Sergio Salinas, responsável pela queixa contra a religiosa.

O processo inclui a denúncia de uma jovem que contou que a freira lhe colocou uma fralda para esconder o sangramento produzido por estupros sucessivos. Outra menor relatou que era enviada por Kumiko ao quarto de Corbacho para ser abusada.

Há ainda depoimentos que informam que a freira tocava as meninas, pedia que se tocassem entre elas e via pornografia ao lado do zelador Bordón. Segundo o “El País”, os estupros e humilhações ocorriam em um sótão, uma sala chamada de “a casinha de Deus”. No local, a polícia encontrou correntes e material pornográfico.

Omissão

Em meio a tantos relatos assombrosos, chama a atenção, mais uma vez, a omissão da igreja católica. Por que a igreja deixou que criminosos agissem livremente? Por que a igreja enviou o padre Corradi para a Argentina, se ele já acumulava dezenas de acusações de estupro de crianças na Itália?

Em 2009, casos de abusos vieram à público em Verona e Corradi foi citado como um dos abusadores. A igreja católica teve mais uma oportunidade de fazer algo, mas não fez. Até quando a instituição vai abafar crimes que ocorrem debaixo de seu nariz?


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  • Por Rê Campbell / Foto: AP 


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