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Como as emoções prejudicam sua vida11 min read

Todos os dias milhares de pessoas vivem conflitos graves porque seus sentimentos afetam sua saúde. Aprenda a superar as barreiras da mente e a conquistar a paz diária

Como as emoções prejudicam sua vida11 min read

Você sabe quais são as características de uma pessoa mentalmente saudável? Segundo a Organização Mundial da Saúde, é estar em dia com o emocional, sentir-se bem para desenvolver habilidades, lidar com as inquietudes da vida, ser capaz de trabalhar produtivamente e contribuir com a comunidade.

No entanto, nos dias atuais, diversas situações revelam as dificuldades de levar a vida dessa maneira. Um estudo realizado pela International Stress Management Association (Isma – Brasil) mostra que os brasileiros ocupam o segundo lugar no ranking de pessoas que vivem com alto nível de estresse.

No Brasil, os dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Bem-Estar da consultoria Kantar Health afirmam que 34% dos entrevistados declararam sofrer de alguma condição psiquiátrica adversa. Está entre elas a depressão, que é considerada um dos transtornos psíquicos mais comuns da atualidade e afeta mais de 350 milhões de pessoas no mundo.

Com o intuito de lembrar as pessoas a importância de cuidar da saúde mental, psicólogos brasileiros criaram a campanha Janeiro Branco. “Costumeiramente, o mês de janeiro tornou-se um período de reflexões. A campanha convidou a sociedade para que ocorressem ações em prol da discussão e do esclarecimento acerca do tema durante este mês”, explica a psicóloga Daniela Rodrigues Costa.

A campanha está no final, mas a necessidade e a urgência de dar atenção à vida emocional continuam. é preciso vencer resistências e pré-conceitos para conseguir identificar uma patologia e tratá-la adequadamente. “Muitas vezes a falta de informações faz com que as pessoas se sintam constrangidas e o julgamento social faz com que as dores emocionais sejam vistas como um sinal de fraqueza de caráter”, diz Daniela.

Para identificar esse tipo de problema é importante estar atento às mudanças de comportamento, como isolamento, desânimo, tristeza que não passa, alterações do sono ou apetite, falta de prazer nas atividades que antes alegravam, entre outras.

“Contar com a ajuda de amigos e familiares para fazer essa observação também é muito importante, pois às vezes a própria pessoa não percebe que seu comportamento está diferente ou fora do normal. Por isso, se você acha que está com algum desses sintomas, pergunte a uma pessoa próxima. Caso veja algo errado com um familiar, tenha paciência e atenção com ele”, analisa a psicológa.

O estresse atrapalha atividades

O estresse é um mecanismo fisiológico do organismo sem o qual nenhum animal teria sobrevivido, pois é um alerta e, no passado, facilitava a fuga em momentos de perigo. Porém, o estresse do mundo moderno é bem distinto do que existia antigamente. “Hoje, ele é resultante do acúmulo de pequenos problemas que se repetem e que podem causar aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, o que traz consequências nefastas para o organismo”, acrescenta.

A jornalista Marilza dos Santos Sousa (foto ao lado), de 29 anos, passou por isso e conta que identificou que estava com estresse crônico após sentir dores musculares e enxaquecas constantes. “Tudo começou no primeiro ano da faculdade. Na época, eu estudava Letras e tive dificuldades para conciliar o trabalho e os estudos. Meu corpo não aguentou a correria e minha mente ficou sobrecarregada”, recorda.

Com 25 anos, Marilza cursava jornalismo, trabalhava, fazia curso de inglês, de teatro e ainda cuidava da casa. Não demorou muito para tudo degringolar. A jornalista passou a dormir menos de três horas por dia e, focada nas responsabilidades, não se alimentava corretamente. “Meu coração disparava toda hora, emagreci muito e cheguei a um nível de estresse que tudo me incomodava: o barulho, a voz das pessoas e tinha vontade de bater a cabeça na parede”, afirma.

Ao buscar ajuda médica, o neurologista explicou que se a jornalista não diminuísse o ritmo poderia ter sérios problemas, como um AVC, por exemplo. “Por isso, larguei tudo, trabalho, cursos. Tomava remédios controlados para amenizar a dor, mas não adiantou, apenas a anestesiava por um tempo”, revela.

Marilza já frequentava a Universal e decidiu buscar auxílio espiritual. “Pedi forças a Deus porque sabia que precisava mudar hábitos. Desde então, aceitei que estava errada e que não podia abraçar o mundo e passei a respeitar meus limites. Não demorou muito e voltei a estudar, arrumei um trabalho e consegui continuar com os meus objetivos de forma equilibrada”, conta.

Tristeza sem motivo

Há pouco mais de dez anos o oficial de manutenção Hermes da Silva Pereira (foto ao lado), de 56 anos, notou que estava ficando muito desatento, triste e calado. “Passei a não dar atenção para nada nem ninguém. Não sabia identificar por que estava daquele jeito. Minha família me levou ao psicanalista e ele foi taxativo ao dizer que estava com uma depressão profunda”, lembra.

A tristeza excessiva o fez deixar de cuidar da própria saúde. “Parei de me barbear, me tranquei semanas dentro do quarto e não tomava banho. Fiquei cinco anos afastado do trabalho. O pior de tudo é que estava dentro da igreja e não via saída”, lamenta.

A situação só mudou quando o pastor o chamou para conversar e disse que ele precisava tirar aquela angústia do peito. “Depois daquele dia, despertei. Parei de rejeitar a Deus e comecei a participar verdadeiramente das reuniões. Me esforcei para voltar a me cuidar. A fé foi e é meu melhor remédio contra a depressão. Hoje estou noivo, firmado na fé em Jesus e busco ajudar pessoas que sentem o que um dia eu senti”, finaliza.

A depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, desesperança, baixa autoestima e culpa, além de distúrbios do sono e do apetite. “Mas é essencial distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares e as dificuldades econômicas”, alerta a psicóloga Daniela.

Como alcançar a cura

A ansiedade é considerada outro mal psicológico do século. é um distúrbio caracterizado pela preocupação excessiva ou expectativa apreensiva que vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono. “Se você é visto como alguém de estopim curto, que anda sempre com os nervos à flor da pele e tem muita dificuldade para relaxar ou que se cobra excessivamente, provavelmente chegou a hora de buscar ajuda”,
alerta Daniela.

A jovem Jennifer Coelho Cunha (foto ao lado), de 25 anos, sabe bem o que é vivenciar crises de ansiedade. “Desde criança tinha insônia e pesadelos constantes. Teve um período que o meu nariz sangrava muito e isso acontecia quando eu criava expectativas demais. Esse quadro se agravou há quatro anos por causa de uma gravidez não planejada. A partir daí passei a ter crises de choro, fortes dores de cabeça e não comia direito”, diz.

Em meio ao sofrimento, ela se questionou por que tinha aquelas reações. “Pensava que eu não era normal e me perguntava: ‘por que eu sofro tanto?’ Tinha muito medo de ter um surto psicótico, mas decidi lutar contra o diagnóstico”, revela.

Ela confessa que a batalha não foi fácil, mas a mudança de hábitos e a determinação para vencer as dificuldades emocionais lhe trouxeram a cura. “Foi por meio da leitura do livro Namoro Blindado que cheguei às palestras da ‘Terapia do Amor’. Lá, eu aprendi como controlar as emoções. Hoje busco ser paciente comigo mesma, durmo tranquilamente, não preciso de remédios e estou feliz, com a minha mente em paz”, finaliza.

A importância dos exercícios e da boa alimentação

Há diversas pesquisas que relacionam alimentação e distúrbios emocionais. Ela ocorre, segundo o nutricionista esportivo Guilherme Gorini, graças à ação da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer, bem-estar e relaxamento. “Ela tem influência no humor, nas emoções, na memória, no desejo sexual, no comportamento, no apetite e no sono. Níveis baixos de serotonina estão associados com ansiedade, depressão, alterações do humor, irritabilidade, comportamento obsessivo-compulsivo e distúrbios do sono”, explica.

A nutricionista funcional Carolina Baccei acrescenta que uma alimentação equilibrada e rica em fibras e antioxidantes pode atenuar os sintomas dos problemas mentais. “Banana, aveia, cacau, arroz integral, peixes e frutas vermelhas são considerados alimentos que auxiliam na proteção do sistema nervoso central e possuem um nutriente chamado triptofano, que ajuda a formar serotonina”, acrescenta.

A prática regular de exercícios físicos também apresenta uma boa resposta para a liberação desse neurotransmissor. “Manter hábitos saudáveis e uma alimentação balanceada, conciliados à prática de exercícios físicos, certamente proporcionará o equilíbrio do corpo e da alma”, conclui o nutricionista Guilherme.

Conquiste a inteligência emocional

Uma das ferramentas para evitar transtornos é buscar viver de forma sadia. “Além disso, em momentos de crise, o fato de ter um apoio espiritual, bem como da comunidade religiosa da qual participa, faz com que a pessoa sinta-se mais acolhida em suas dores e possa compartilhar com um grupo de confiança o que a aflige”, salienta a psicóloga.

A fé é essencial para a prevenção, o tratamento e a cura das dificuldades emocionais tão presentes no dia a dia. Para o bispo Francisco Decothé, a vida espiritual é e sempre será a melhor arma para vencer todo e qualquer mau sentimento. “Hoje em dia, as pessoas não valorizam e não investem tanto na alma quanto no corpo. E, quando a alma está vazia, se enche de mágoa, ódio, depressão, ansiedade e estresse. Quando a alma está controlada pelo Senhor Jesus quer dizer que toda a vida da pessoa é guiada por Ele e logo os frutos virão: a paz, a felicidade, a tranquilidade, o domínio próprio”, esclarece.

Ele deixa dicas valiosas para lidar com os maus pensamentos. “Quando vier o medo, clame a Deus. Quando vier a tristeza e a dúvida, se refugie na Palavra dEle. Quando vier a ansiedade, a entregue ao Senhor Jesus. Quando se sentir pressionado, coloque tudo para fora que Ele lhe dará descanso”, finaliza.

Cuidar da saúde emocional é tão importante quanto cuidar do físico. O ser humano é formado por mente, corpo, alma e espírito. Por isso, não aceite o que faz mal ou tira a paz. Se questione: o que eu tenho feito para dominar as más emoções? Há quanto tempo eu não converso com Deus? A oração sincera é o primeiro grande passo para transformar toda e qualquer história de vida e conquistar a inteligência emocional.

Alimentos milagrosos

Você sabia que o que você come pode influenciar no modo como você se sente?

Maracujá para ficar mais calmo

Uma fruta rica em vitamina C e considerada um calmante natural. A folha do maracujá é muito utilizada na fitoterapia para controlar sintomas de ansiedade e na melhora da qualidade do sono

Banana para diminuir a ansiedade

Rica em triptofano e vitamina B6. Esses componentes produzem a serotonina, famoso hormônio do bem-estar. Duas bananas do tipo prata têm, em média, 146 miligramas dessa substância, quantidade considerada significativa

Brócolis para melhorar a concentração e a memória

Esse alimento, contém minerais, como ferro e cálcio, ácido fólico, que são importantes para o funcionamento e formação do sistema nervoso

Laranja para reduzir o estresse

A vitamina C presente nas frutas cítricas auxilia na redução dos níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse. Ainda ajuda na prevenção da fadiga

Abacate para a insônia

A vitamina B3 presente na fruta equilibra os hormônios que regulam substâncias químicas cerebrais responsáveis pelo sono

Oleaginosas

Alimentos como castanha-do-pará, nozes e amêndoas são ricas em selênio, um poderoso antioxidante que colabora para a melhoria dos sintomas de depressão e redução do estresse

Frutos do mar para combater o mau humor

Fontes de gorduras boas e triptofano, eles combatem os sintomas de depressão e melhoram o humor, além de reduzir a sensação de dor

Ovo também melhora o humor

é uma boa fonte de vitaminas do complexo B, que colaboram com o bom humor. A quantidade recomendada de forma geral é de uma a duas unidades ao dia (mas não os fritos)

Mel traz sensação de bem-estar

Este alimento estimula a produção de serotonina, responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Uma colher de sopa por dia é o suficiente para trazer benefícios à saúde mental

Aveia contra a depressão

Rica em vitaminas do complexo B e vitamina E, que auxiliam no funcionamento intestinal, ela combate a ansiedade e a depressão. Uma receita rápida e eficaz: amassar uma banana com aveia


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  • Por Ana Carolina Cury / Fotos: Fotolia, Demetrio Koch, Milton Oliveira e Cristiana Guimaraes Sampaio 


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