Notícias | 03.05.2017 - 3:05 am


Como abrir ou manter seu negócio10 min read

Confira erros comuns de quem começa uma empresa e aprenda a contorná-los

Como abrir ou manter seu negócio10 min read

Levante a mão quem nunca idealizou um negócio próprio. Ser seu próprio patrão e usufruir de um pró-labore mais interessante do que muito salário alto e tentador. Pouca gente não imaginou isso. Outros, por sua vez, não só imaginaram como realmente fizeram. Mas nem todo mundo fez sucesso. Isso aconteceu por causa de erros bastante comuns de quem monta uma pequena empresa.

Muitos começam seu negócio na base da emoção, com sonho de mais e pé no chão de menos. E sem planejamento. Por isso mesmo, além de outros motivos, um pouco mais da metade das empresas abertas (de qualquer porte) fecham as portas no período entre um e cinco anos de atuação, segundo relatórios recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), uma das mais confiáveis instituições no assunto, mostra índices desanimadores em relação a esse prazo: mais da metade das microempresas fecha com cerca de um ano de atividade. Entre os motivos de fechamento apontados estão: 7% por falta de lucro, 20% por falta de capital e perto de 50% dos pequenos empresários não analisam se têm lucros ou prejuízos.

Mas essas não são as únicas falhas. Se houver preparação, empreender continua a ser uma opção bastante viável. Não é proibido sonhar, mas é certeza de naufrágio dar continuidade ao sonho sem tomar certos cuidados.

Namoro com visão

É interessante como uma ideia para um novo negócio aparece, mesmo que alguém esteja satisfeito com seu trabalho como empregado. Priscila de Lima Boaventura (foto ao lado), de 28 anos, coordenadora de projetos de uma multinacional financeira, havia retornado à Universal após um período afastada desde a adolescência. Ao começar a namorar o músico César Augusto Rodrigues Neto, também afastado, ele também voltou a frequentar a igreja.

Há um motivo para a história do relacionamento dos dois figurar aqui: ela está completamente entrelaçada à do negócio que ambos começaram. Uma abordagem mais racional e madura de um novo relacionamento trouxe benefícios à vida pessoal e à profissional ao mesmo tempo. “Eu já havia frequentado a ‘Terapia do Amor’ antes”, diz Priscila, “e, quando começamos a namorar, sugeri que passássemos a frequentá-la para não errarmos mais, como em outros relacionamentos”.

Mão na massa

Na “Terapia” foi apresentado um novo caminho, conta Priscila. “Já nas primeiras reuniões ouvimos sobre a importância de um casal trabalhar junto e usar sua força com Deus para empreender”. E a ação já começou ali mesmo. “Os casais foram chamados à frente do Altar e foi feita uma oração para que Deus desse a direção para iniciarmos nosso próprio negócio”.

César não estava na “Terapia” só para “fazer média” com a namorada, como ela explica: “pouco tempo depois da reunião, ele me enviou uma imagem de WhatsApp com um panetone trufado e decorado. Surgiu então a ideia de trabalharmos com isso para as festas de fim de ano, que estavam próximas”. Então o rapaz mostrou a que veio. “Ele fez um curso sobre recheios e decoração e iniciamos o trabalho, aliado à divulgação nas redes sociais e entre os amigos. Conforme as encomendas eram entregues, divulgávamos fotos dos panetones”.

Impossível para o homem

O casal foi além. Se boa parcela das empresas fecha no Brasil, grande parte disso se deve ao fato de seus gestores negligenciarem algo imprescindível: o compromisso com Deus, acompanhado de Seu direcionamento e Sua proteção – justamente por onde Priscila e César começaram. Fizeram um voto na Fogueira Santa de Israel”, segundo César.

Ele complementa dizendo: “cumprimos o nosso voto e, no período que se seguiu até o Natal, havíamos determinado uma meta em vendas até o fechamento das encomendas. Para nossa surpresa, Deus nos honrou não apenas com o que havíamos determinado, mas com um valor superior, mesmo parecendo impossível”, comemora.

Apesar do sucesso de vendas, o casal não pensou em folga, mas em mais planejamento. “Trabalharemos sazonalmente”, conta Priscila. “Na Páscoa, ovos gourmet e cestas para presente. No Dia das Mães, dos Namorados e dos Pais, cestas de café de manhã e as criativas (que podem incluir presentes). No Dia das Crianças trabalharemos com lembranças comestíveis e, novamente, ao chegarmos no fim do ano, mais panetones”. Além disso, sem depender de datas comemorativas, o casal trabalhará sempre com opções para empresas interessadas em presentear funcionários e clientes.

O músico resume como sua vida evoluiu tanto em tão pouco tempo, após ser chamado por Priscila para ir à ‘Terapia do Amor:’ “O convite dela me surpreendeu muito. Ambos viemos de relacionamentos turbulentos. Tínhamos no coração a vontade de fazer a coisa certa para não nos machucarmos e a intenção de casamento. Sempre estive convicto de que ela é um presente de Deus na minha vida.”

Não é só de romantismo que o rapaz fala. “Foi um ‘empurrãozinho’ dela que me encorajou a recomeçar minha vida e assim enxergar que posso ser feliz de verdade e também fazê-la feliz. A ‘Terapia’ tem nos ensinado muito. O que não acertamos em anos nos relacionamentos anteriores já conseguimos nesse. Em quatro meses definimos tudo o que queremos, empreendemos e trabalhamos juntos, no que Deus tem nos abençoado grandiosamente”.

O “sócio” certo

Para viabilizar seu sonho, Juliana Silva Oliveira Paiva, de 33 anos, entendeu que precisava ampliar seus conhecimentos. A empresária sul-mato-grossense nem imaginava administrar um salão de estética renomado na capital, Campo Grande.

“Era empregada como vendedora e descobri que lidar com clientes me motivava. Após conhecer meu esposo, José, saí do emprego e comecei a comprar roupa para revender. Sempre tive vontade de estudar. Com meu filho ainda bebê, decidi ir para a faculdade. Durante esse período nasceu o sonho de ter meu próprio negócio. Concluí o curso de Cosmetologia e Estética, fiz outro de cabeleireira e viajei para São Paulo para fazer uma especialização.”

Juliana ficou duas semanas sozinha na capital paulista. Nos primeiros dias, o filho foi diagnosticado com pneumonia e precisou ser internado. Ela não sabia se continuava o curso ou se voltava para cuidar da criança. Entretanto, seus familiares deram todo o suporte e ela pôde concluir o desafio. “Minha mãe e meu pai cuidaram do meu filho durante todo o período em que precisei estudar. Minha irmã viveu comigo minhas lutas. Muitas vezes eu não sabia o que fazer, mas ela sempre me dizia que iríamos vencer. Meu esposo confia e me apoia até hoje, sei que juntos somos mais fortes.”

Ao fim da especialização, ela participou de várias feiras de estética com o marido para comprar produtos e móveis. Armazenaram o material no quarto do filho, que passou a dormir com o casal. “Depois saímos à procura do lugar para montar o estabelecimento. Em agosto de 2015 aluguei o espaço, feio e precisando de reforma. Mesmo assim, sabia que meu salão funcionaria ali. Recebi vários ‘nãos’ de profissionais que não queriam trabalhar comigo e comecei com apenas um.”

Virada surpreendente

Em um ano e meio o salão ficou famoso entre as mulheres de Campo Grande. Em razão do aumento de clientes, foi necessário fazer ampliações e novos investimentos. “A empresa é nova, mas se destaca por ser um salão completo. Meus 22 funcionários e eu estamos sempre em cursos de aperfeiçoamento para manter a qualidade dos serviços. Temos muitos planos, mas aprendi a colocar Deus em primeiro lugar e a agir em silêncio.”

Ela frequenta a Universal há 16 anos e acredita que a fé foi vital para realizar seu sonho. “Na ‘força do braço’ seria impossível conseguir. Cada conquista aconteceu por meio de minha fé, pois, mesmo com muitas lutas, nunca duvidei de Deus, meu ‘sócio’ neste negócio. O sucesso acontece quando você faz o melhor todos os dias. Abri meu negócio em meio à crise financeira do País, mas nesses momentos é que temos quefazer a diferença.”

Para esclarecer mais dúvidas sobre os erros e acertos do empreendedorismo, o Sebrae disponiviliza em seu site um nanual completo e em linguagem clara até para quem nunca abriu um negócio. Acesse migre.me/w6lXx

O que evitar?

Não há receita pronta para o sucesso ao empreender. Mas também não faltam boas orientações sobre o que fazer para iniciar e manter um negócio. No entanto, pouca gente fala do contrário, ou seja, o que não fazer. Por isso, separamos algumas dicas do Sebrae, autoridade incontestável no assunto, quanto aos erros mais comuns. Veja abaixo.

Só em emergências

A vontade de empreender deve ser verdadeira e não é indicado recorrer a ela após perder um emprego, por exemplo – embora alguns aproveitem esse fato como um “empurrão” e tenham sucesso.

Falta de espírito empreendedor

O empreendedorismo é viável para sua vida? Busque orientação na parte operacional e administrativa. César Neto, por exemplo, não só ficou entusiasmado com os panetones como fez um curso. Há quem tenha talentos, mas também muitos que achavam não serem capazes de ter o próprio negócio, mas se especializaram e revolucionaram sua vida profissional.

Sem plano de negócio

Começar sem experiência é uma coisa; seguir assim é outra. O mercado não tem lugar para amadores. César e Priscila buscaram conhecimentos sobre o negócio e o mercado. é preciso saber o conceito, qual o público-alvo, as vantagens competitivas, as obrigações legais, entre outros quesitos.

Ausência de diferencial

Abrir um negócio sem analisar os “rivais” é um erro. Mas não é só o concorrente que deve ser vigiado. Acompanhar o cliente e suas necessidades é indispensável, ou seja, conhecê-lo bem e se superar para atendê-lo do melhor modo.

Pensar só a curto prazo

Lembra-se da “febre” do frozen yogurt? E das paletas mexicanas? Muita gente embarcou nessas tendências e seguiu a maioria, mas foram “manias” temporárias. A aceitação do público a longo prazo deve ser analisada.

Subestimar o pós-venda

Vendeu, entrou dinheiro, fim? Não. Um empresário deve saber ouvir críticas boas e ruins, manter o que é bom em seu produto e usar as reclamações para melhorar. Trabalhar direito nesse sentido preserva o comprador. Ninguém perdura num negócio sem se dedicar ao cliente.

Misturar caixa pessoal e empresarial

Há quem use dinheiro da empresa para pagar contas da residência, por exemplo. Ou ponha dinheiro do próprio bolso para “tapar buracos” da empresa. Isso “maquia” os resultados e dá uma visão falsa sobre lucro e prejuízo. Defina o pró-labore e administre sua vida pessoal de acordo com ele. A empresa, por sua vez, deve ter contas autossustentáveis.

Sócio “amigão”

Se a pessoa que trabalha com você não for responsável e competente tudo irá por água abaixo. Um sócio deve ser avaliado de acordo com suas atribuições e não por laços afetivos.

Negligenciar Deus

Essa dica não veio do Sebrae. é nossa e dos personagens que participaram dessa matéria. Nem sempre talento empresarial inato ou boas intenções são garantia de sucesso. No entanto, aqueles que buscam a orientação de Deus desde o início vencem e vão muito além do que pensavam. Como ocorreu com César e Priscila, a namorada e sócia. “Somos provas vivas de que a fidelidade a Deus e a obediência ao que é ensinado dá resultado”, diz César.


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  • Por Débora Vieira e Marcelo Rangel / Fotos: Fotolia, Demetrio Koch e Cedidas 


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